domingo, 10 de maio de 2009

CDU já tem candidato. E escolheu o melhor...

Fotografia da entrevista a Jorge Pinto publicada no Jornal "Brados do Alentejo" em Outubro de 2008 .
CDU já tem candidato. E escolheu o melhor...

Este título não é por acaso.

Conheci o dr. Jorge Pinto antes de o ser (digo dr.).

Um dia, há cerca de 30 anos, éramos uns putos, saímos de uma reunião no Centro de Trabalho do Partido Comunista Português em Estremoz, perto da meia-noite, e, frente ao que é hoje a entrada da EPRAL, decidimos ir todos estudar e todos nos inscrevemos e fomos estudar. A seguir fomos beber umas imperiais, já não me lembro se à do Passão (que infelizmente já não está entre nós) se à do Zé Lameiras.

Desse grupo eu era um dos putos. Tinha 22 anos, tinha acabado do sair da tropa e tinha sido cooptado para a Comissão Concelhia de Estremoz do PCP e sido indicado para integrar a Comissão Coordenadora da então APU, hoje CDU.

Circunstâncias várias levaram a que apenas o Jorge continuasse os estudos.

Nunca mais me hei-de esquecer dos sapatos de bico levantado, pareciam barcos, que ele usava. Nem das condições em que viveu em Estremoz durante cerca de 2 anos. Nem quero falar disso.

Foram tempos extraordinários. Os que hoje são eleitos e que têm poder de decisão, ou eram miúdos de escola primária ou filhos de papá.

A população de Estremoz não lhes dizia nada apesar de, no fundamental, terem a mesma idade que a minha ou a dele, uns mais um ano, outros menos um ano, mais coisa menos coisa.

O Jorge participou em dezenas de reuniões. Era só, à época, o responsável distrital que acompanhava o concelho.

Depois disso o Jorge foi tudo e mais alguma coisa. Sempre que era necessário vinha ajudar Estremoz. Nunca abdicou da sua condição e nunca virou a cara à luta.

Estou à vontade para o dizer. Nas condições concretas e em cada luta, muitas vezes com contradições extremamente agudas, estivémos, nas questões de forma, do mesmo lado da barricada ou de lados opostos.

É uma longa história. Se me apetecer ainda um dia escreverei sobre isso. Criar e publicar um livro continua a ser um sonho. Posso não concretizar o sonho. Mais tarde se verá.

Em 1993 o Zé Sena (para toda a gente apesar de ter o doutoramento quase pronto) tinha um indívíduo no departamento dele na Universidade de Évora, que conhecia bem Estremoz, chamado Jorge Pinto. E desde logo o considerou como seu segundo na candidatura a Estremoz.

Azar dos azares o Jorge Pinto, trabalhando em Évora, fazia falta a Évora, na opinião da Direcção da Organização Regional de Évora do PCP, para segundo de Abílio Fernandes.

Aí Estremoz perdeu, talvez, a oportunidade de ter mais um Presidente de Câmara a sério (lembro que o Zé Guerreiro terá sido até hoje o melhor Presidente de Câmara do pós 25 de Abril e que o Zé Sena não viveu o tempo suficiente para provar o que valia, e valia mesmo muito).

Infelizmente os desenvolvimentos posteriores levaram Luís Mourinha a Presidente de Câmara.

Pelo meio, de vez em quando, lá vinha o Jorge. E nos últimos 20 anos o Jorge práticamente sempre esteve em Estremoz.

Outra particularidade é que o Jorge faz, há muito tempo, parte do GTAL. Para quem não sabe o GTAL é só o Grupo de Trabalho para as Autarquias Locais do PCP, que estuda e se pronuncia sobre cada lei, cada medida ou analisa o trabalho, a nível nacional, da CDU. Um dos nomes mais sonantes desse grupo chamava-se Luís Sá. Não vale a pena dizer mais nada.

A CDU, porque o sei, sempre considerou várias possibilidades. Havia perfis diferentes.

Foi esta a opção. Como sempre arriscada.

Mas porque não apresentar o melhor?

Então que se apresente o melhor!

sábado, 9 de maio de 2009

Eleições e candidatos

A blogosfera cá do sítio, ultimamente, tem andado muito calada sobre o assunto.

No entanto, e de repente, voltam a surgir novos nomes, nomeadamente para candidato da CDU à Câmara Municipal.

Cá por mim com tantos nomes já lançados ainda correm o risco de acertar num. Ou não.

Agora a sério.

Nos últimos dias os candidatos já conhecidos têm andado muito activos.

Alguns era raro verem-se por aí, mas ei-los que aparecem um pouco por todo o lado.

A mim o que me preocupa é outra coisa.

A 7 de Junho realizam-se as eleições europeias, mas essas não despertam tanto interesse e empenho, antes pelo contrário, apesar de ser de lá que se fabricam as mais variadas directivas que irão ser determinantes no nosso futuro próximo.

Porque será?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

(Des)memória

«Desde 1974, dias depois da Revolução dos Cravos, que o Primeiro de Maio se tornou a festa da fraternidade e da dignificação dos trabalhadores, aberta a todos os que nela queiram participar.»

As palavras de Mário Soares, no artigo publicado esta terça-feira, 5 de Maio, no DN, estão longe de fazer jus ao lema que preside ao espaço, a saber, o tempo e a memória.

Das duas uma, ou a memória de Soares está (outra vez) muito abalada ou os tempos não estão (se é que alguma vez o estiveram...) para lembrar a verdade dos factos.

O motivo da dúvida – meramente metódica, confesso – reside num «pormenor» incontornável, cujo está intimamente ligado aos degradantes incidentes que depois viriam a ocorrer na manifestação do já longínquo 1.º de Maio de 1975.

Nesse ano, Mário Soares recusou-se a participar na «festa da fraternidade», como hoje lhe chama, alegadamente por discordar que, além dos dirigentes sindicais, nela discursasse Vasco Gonçalves, então primeiro-ministro do Governo que ele próprio integrava.

A coisa podia ter ficado por aí, mas o que se passou foi completamente diferente.

Cedemos a palavra a Soares para que nos conte como foi: «Estragámos a Festa. Entrámos no estádio de roldão, em puro confronto físico, [...] abrindo caminho ao empurrão, ao soco e aos encontrões. [...] Quando lá chegámos [à tribuna] fomos impedidos de entrar por elementos da Intersindical [...]. Impossibilitados de entrar e de usar da palavra» (entrevista concedida em 1995 a Maria João Avillez, depois editada em livro Soares. Ditadura e Revolução, págs 430-431).

A versão dos factos dada em 1975 não foi esta, mas algo muito parecido com o que agora Soares escreveu no DN: «Tentaram, então, evitar a entrada no Estádio Primeiro de Maio aos dirigentes e aos militantes socialistas e impediram que Salgado Zenha e eu próprio, ambos membros do Governo de Vasco Gonçalves, depois de atravessarmos o campo entre encontrões e injúrias, tivéssemos acesso à tribuna dos discursos...»

A discrepância entre as duas versões – uma confessando a provocação e outra assumindo o papel de vítima – é por demais evidente e dispensa comentários.

Mas é certamente sintomático que Mário Soares volte ao assunto em 2009 para dizer que «não foi a primeira vez» que a «intolerância» se fez sentir no 1.º de Maio.

Não menos sintomático é ainda o facto de Soares, tendo despido a camisola do «puro confronto físico» de 75 e envergado o fato da «tolerância» dos novos tempos, não dedicar uma linha da sua escrita aos que acusam o PCP de instigar «à violência e ao ódio» por não abdicar da justa crítica, condenação e repúdio das políticas de direita impostas (também) pelos que se dizem socialistas.

Já agora, para quem tem memória curta, vale a pena lembrar que o 1.º de Maio é muito mais do que a «festa da fraternidade».

É, sobretudo, a festa que celebra a luta de todos os dias e de todos os trabalhadores contra a exploração, pela justiça social, pelo progresso, pela paz.

Uma festa como esta celebra-se na rua, na secular convicção de que as ruas são do povo; por isso ninguém está livre de uma ou outra provocação, como às vezes se comprova.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hoje há Avante!

Confiança na luta!
Contra as calúnias do PS
A Marcha está a crescer
Marcha «Protesto, Confiança e Luta»
Lutamos por uma Europa dos povos
Conferência Episcopal

ÍNDICE:
Editorial
CONFIANÇA
Opinião
CDU faz toda a diferença!
Actual
Os 100 dias de Obama
A Talhe de Foice
(Des)memória
Em Foco
Confiança na luta marca protestos de Maio
PCP
É o PS que deve pedir desculpa
PCP contra parcialidade e falta de rigor
UGT retira pendões da CDU
Partilhar opiniões, encontrar soluções
Rude golpe no ensino superior
Combater as chantagens e as pressões
Repressão não pode ficar impune
Maio é um direito
Sintra contra o desemprego
É preciso uma nova política
Faleceu Vasco Granja
Breves
Trabalhadores
Lutas com razão
Docentes em mês de luta
Prevenir é a solução
Enfermeiros em greve pela carreira
CM Odivelas viola greve
Desvios na Taiyo
Breves
Assembleia República
Continuar a luta pela sua revogação
Travar ilegalidades, defender direitos
PS cúmplice com os violadores da lei
Cenário negro
Esclarecimentos, precisam-se!
Nacional
A Marcha está a crescer
Confiança numa vida melhor
Alarga-se o apoio à CDU
Valorizar o mundo rural
Amadora precisa da CDU
Evocação de Manuel Lopes
Tarrafal será museu
Mulheres em Santa Iria da Azóia
Sesimbra «está a mexer»
Má gestão em Odivelas
Reforçar a maioria em Peniche
MURPI em congresso
A alternativa responsável
Breves
Europa
Lutamos por uma Europa dos povos
Crise sem fim
Letónia corta despesas
A luta continua
Internacional
Maio de luta afirma socialismo como alternativa
Israel baralha e dá de novo
Epidemia, pandemia ou mania?...
Temas
A pobreza em Portugal
Argumentos
Religiões
A máquina
Comunicações

quarta-feira, 6 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

Censura à Internet. Sabia desta?

Para que amanhã não se lamente aconselho vivamente a leitura deste post no momentos y documentos.

A VOTAÇÃO NO PARLAMENTO EUROPEU É HOJE DIA 5 DE MAIO 2009.

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a Internet… não haverá volta atrás!
Mais uma para que em Junho não fiquemos em casa.
Quanto ao resultado da votação logo se vê...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

E não se pode trincá-lo?

Quem tem um Magalhães tem tudo, quem não tem Magalhães não tem nada.

Melhor dizendo, não é nada.

É assim uma espécie de parasita, de marginal, de zombi que só por acidente será capaz de alinhavar duas frases seguidas, juntar um par de números ou olhar para o mundo com compreensão distinta da de boi para palácio, como soe dizer-se.

Essa é pelo menos a conclusão que se pode tirar da entusiástica intervenção do expert em tecnologias da informação, autor e homem de negócios canadiano Don Tapscott, que a semana passada esteve em Portugal a participar no Fórum Mundial das Telecomunicações.

Tapscott ficou maravilhado por verificar que as escolas portuguesas – ou pelo menos as salas de aula que teve oportunidade de visitar, o que não é exactamente a mesma coisa – estão em sintonia com as suas teses, pelo que não hesita em dizer que Portugal está bem lançado no caminho do futuro.

Lançado devia estar Tapscott, e não seria pouco, quando no supra citado Fórum, segundo reza o JN de segunda-feira, 27, afirmou que o «programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no Mundo» e que «não há nada mais importante para um país, neste momento da História, do que dar às suas crianças o seu direito de nascença que é ter acesso a um novo meio de comunicação que melhora a sua aprendizagem e experiência humana (sublinhados nossos)».

Esqueçam as botinhas de lã, os casaquinhos, as fraldas, o leite, as papas, a sopa, a casa confortável, as vacinas, o pediatra, os brinquedos, o pai e a mãe, o avô e a avó; tudo isso não passa de lixo arqueológico a cair da tripeça.

O que as crianças precisam de ter garantido à nascença é um Magalhães (a JP Sá Couto agradece...) para garantir o futuro.

E já agora, se tiverem o azar de fazer parte dos mais de dois milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza, não desesperem.

Com um pouco mais de fome e até o Magalhães parece um menu light da McDonald's.

Para que conste, não tenho nada contra as tecnologias da informação e acho que a existência de computadores na escola é evidentemente uma mais-valia.

Mas se é para tamanha demagogia, mais valia meterem o Magalhães no saco.

Anabela Fino no Avante!

domingo, 3 de maio de 2009

Ainda o 1º de Maio

Não! Não vou falar do que se passou em Lisboa.

Não! Não vou falar de alegadas agressões.

Não! Não vou falar de ameaças de bomba.

Não! Não vou falar de retirada de cartazes na véspera.

Não! Não vou falar de hipocrisias (para não lhes chamar outros nomes).

Não! Não vou falar de operações falhadas que deram um grande fiasco aos vitais e vitalin(h)os.

Não! Não vou falar das inconsequências de outras esquerdas.

Não! Não vou falar do direito às desculpas a que o PCP tem direito (com todas as letras), de muitas partes.

Para isso vão aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui ... e a muitos mais lados.

Vou falar daquele que terá sido um dos mais participados 1ºs de Maio dos últimos anos, quer em número de participantes, quer em número de locais espalhados pelo país onde se realizaram comemorações.

Vou falar de onde estive.

Vou falar de Vila Viçosa.

E foi assim:













Um agradecimento especial ao RS pelas fotos.

Uma última nota:

Tem de ser e vale pela coincidência.

Um conhecido ex-PCP da vila, que encabeçou uma lista do PS à Câmara há uns anos atrás, também lá passou, pelo menos pelas proximidades.

Do que vi ninguém lhe passou pêva e ele lá ficou sentado a uma mesa da esplanada do parque.

Até que se fartou e se foi embora.

sábado, 2 de maio de 2009

ALMOÇO EM ESTREMOZ COM ILDA FIGUEIREDO

Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu, irá estar em Estremoz, no próximo dia 10 de Maio, pelas 13 horas, no "João do Cantinho", onde se irá realizar um almoço-convívio no âmbito das Eleições Europeias de 2009, marcadas para 7 de Junho.

Está igualmente marcado um Plenário da CDU, que se realizará após o referido almoço, cujo ponto principal serão as Eleições Autárquicas no concelho de Estremoz.

Como a expectativa é grande em relação aos candidatos da CDU prevê-se uma iniciativa bastante participada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Viva o 1º de Maio!


Festa - Convívio 1º de Maio, em Vila Viçosa


Programa comemorações 1º de Maio em Évora

Manhã das 10:00 ás 12:00 – Praça do Giraldo

• Pintura para crianças
• Actuação da Banda Filarmónica Alcançovense
• Rancho Folclórico das Piçarras
12:00 Horas – Desfile da Praça do Giraldo para o Jardim Público

Tarde 15 Horas – Jardim Público

15,00 Horas – Grupo Coral da A.R.P.I.H.F.
16,00 Horas – Intervenções alusivas ao 1º de Maio
16,30 Horas – Grupo de Música Popular Portuguesa “Os Malteses”
18,30 Horas – Baile Popular com Telmo Falcão
19,00 Horas – Encerramento das Comemorações do 1º de Maio

Durante a tarde no Jardim Público funcionará um serviço de bar com excelentes petiscos, vinho da região, cerveja, sumos e águas.

Todos ao 1º de Maio!!!

USDE/CGTP-IN
 
RESISTIR POR UM MUNDO MELHOR