sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

Que seja melhor que 2010.

Não sei mas se calhar isso só seria possível sem Cavaco na Presidência da República, sem Sócrates em Primeiro-Ministro, sem Passos que está à espreita, e sem as políticas que nos trouxeram até aqui.

Mas sou um optimista.

Há-de vir um ano que há-de ser melhor.

Vamos é fazer por isso.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Hoje há Avante!

  DESTAQUES:
Roubo garantido
Em vez de um salário mínimo nacional de 500 euros, como ficou acordado em 2006, mais de 500 mil trabalhadores têm apenas a garantia de que, a partir de 1 de Janeiro e até uma data indefinida em 2011, vão receber menos 15 euros.
Um ano de resistência
Em 2010, milhões de portugueses enfrentaram a política de direita e defenderam um Portugal de progresso e justiça social que retome o rumo de Abril. As fotos que agora publicamos são uma forma, necessariamente insuficiente, de ilustrar a amplificação da luta no ano que agora termina, e também um estímulo ao prosseguimento e desenvolvimento da luta no ano que agora vamos iniciar.
Pobreza e desigualdade
Aumento dos bens essenciais aprovado pelo Governo com o apoio do PSD e de Cavaco Silva garante grandes lucros para poucos à custa de grandes sacrifícios para muitos, acusa o PCP.
Têxtil encerra sem aviso
A Ferradaz & Gomes, empresa têxtil de Esmoriz, encerra sem aviso, deixando 39 trabalhadoras na rua e com salários em atraso. É mais um sinal da situação dramática que se vive.
Está a aumentar
O número oficial de desempregados atingiu os 609,4 mil no 3.º trimestre de 2010, mas o número real, calculado também com base em dados do INE, atingiu já 761,5 mil desempregados.
Um direito de todos
Os mais idosos têm direito a uma vida digna, mas para isso os recursos desviados para a acumulação de lucros devem ser postos ao serviço do povo e do País, lembrou Francisco Lopes durante uma visita aos Inválidos do Comércio.
Capital insaciável
O governo irlandês anunciou dia 22 a nacionalização do Allied Irish Bank (AIB), um dos maiores bancos do país. A operação custou 3700 milhões de euros, tirados dos bolsos do povo, isto é, do Fundo de Reserva Nacional de Pensões.
Campanha anticomunista
Contra a nova investida anticomunista em curso na UE, 38 partidos comunistas e operários europeus emitiram uma declaração conjunta apelando à unidade e luta de todas as forças democráticas.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Descavacar Portugal

Diz o dicionário que escavacado significa «Reduzido a cavacos, espedaçado» e no figurativo «Macilento ou avelhentado por moléstia». Podemos postular que descavacar só poderá ser entendido como «ser mais que cavacos», «reconstruir», «rejuvenescer por recuperar a saúde».

A palavra até pode não existir, mas a necessidade de descavacar Portugal é imperiosa - pois vivemos num país reduzido a cavacos pelos Cavacos.

Um país escavacado desde logo pelo propriamente dito Cavaco, 10 anos primeiro-ministro, dois anos ministro das finanças, 5 anos Presidente da República. Foi este Cavaco que escavacou a frota pesqueira, por exemplo, coisa que não esquecemos por muito que nos fale agora do mar. Mas um país igualmente escavacado por outros Cavacos, de Soares a Barroso, sem esquecer o actual escavaqueador-mor José Sócrates, que passo a passo, escavacaram as conquistas de Abril e o aparelho produtivo nacional.

E são Cavacos, incluindo o propriamente dito Cavaco, os estratégicos parceiros que actualmente escavacam os salários e os direitos dos trabalhadores numa ofensiva sem precedentes contra os trabalhadores e o povo, e que se preparam para escavar de vez a economia portuguesa com a entrega ao capital monopolista europeu de sectores estratégicos como o sector aéreo e ferroviário - sectores que as multinacionais escavacarão, escavacando ainda a economia a seu montante e juzante.

Um processo de escavaqueamento feito para reconstruir o capitalismo monopolista de Estado, para alimentar a gula e o poder de meia dúzia de parasitas, a que poderíamos chamar Cavacões ou Cavacantes, conforme se integrem no grupo dos que mandam nos Cavacos (os Belmiros e Salgados) ou no grupo que enche a pança ao serviço dos Cavacos (como Oliveira Costa e Dias Loureiro).

Participante activa e coerente da resistência ao escavacar de Portugal pela política de direita, portadora de um projecto concreto de ruptura e mudança, só a candidatura de Francisco Lopes aparece nesta campanha eleitoral em condições de contribuir para descavacar Portugal. Descavacar Portugal derrotando o Cavaco propriamente dito, e cada voto em Francisco Lopes conta para esse objectivo. Descavacar Portugal libertando-o dos restantes Cavacos, Cavacões e Cavacantes, e isso só o voto em Francisco Lopes permite alcançar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Como elas se fazem: Sobre a notícia do jornal «Público» em torno das coimas aplicadas aos partidos

Face à notícia hoje publicada pelo jornal «Público» sobre coimas nas contas dos Partidos, que constitui aliás o tema da sua manchete baseando-se numa absoluta falta de rigor, o PCP tem a esclarecer o seguinte:

1 - Ao contrário do que o «Público» afirma - «como é a partir das despesas que o Estado calcula a subvenção concedida aos partidos, ao incluir as coimas nessas despesas, os partidos acabam por receber de volta, mais tarde, o valor monetário das coimas que lhe foram aplicadas.» - as despesas declaradas, incluindo naturalmente as das coimas aplicadas aos Partidos, em nenhum caso são contabilizadas para a subvenção anualmente atribuída aos Partidos. Ela é definida no artigo 5º da lei, «A subvenção consiste numa quantia em dinheiro equivalente à fracção 1/135 do valor do IAS, por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República.», pelo que as coimas aplicadas aos partidos nada alteram à subvenção estatal.

2- A alteração (coimas) que se verificou na legislação – Lei de Financiamento dos Partidos e das campanhas eleitorais – no artigo 12º, nada tem a ver com subvenções do Estado, mas sim com as regras e obrigações dos Partidos em relação ao seu regime contabilístico, discriminando as parcelas, quer de receitas, quer de despesas, quer de património, que aí devem constar. Tratou-se apenas de inserir uma despesa que existe na realidade nas obrigações contabilísticas dos Partidos. Alteração aliás que está de acordo com legislação aplicada a qualquer associação, cujas multas aplicadas aos seus dirigentes – desde que no exercício das suas funções – podem ser assumidas pela própria instituição.

3- A notícia do «Público» refere-se apenas às contas anuais dos Partidos, sobre as quais versa o Acórdão do Tribunal Constitucional referido, e não às contas de campanhas eleitorais, onde, aí sim, a lei determina uma ligação entre as despesas e a subvenção. Mas nem que o «Público» se estivesse a referir às subvenções para campanhas eleitorais (e manifestamente não estava) a notícia teria fundamento, uma vez que nestes casos a responsabilidade cabe inteiramente ao mandatário financeiro de cada campanha, que responde pelas contas e pelas suas eventuais irregularidades.

4 - Finalmente, é significativo que o «Público» não tenha considerado no mínimo estranho que a aplicação de coimas a que se refere, signifique, nas mesmas circunstâncias, para o PCP um valor de 30 mil euros e para os restantes Partidos de 3 mil euros, confirmando assim uma situação claramente persecutória em relação ao PCP. Multas que em vez de serem pagas pelo Estado como erradamente o «Público» sugere, são pagas pela contribuição dos militantes, activistas e simpatizantes do PCP.

Na verdade, esta manchete e notícia do “Público” inserem-se numa campanha mais vasta para denegrir a actividade partidária como elemento essencial da vida democrática do país, da participação cívica do Povo português, reconhecida e valorizada pela própria Constituição da República.

Mas visa essencialmente atingir o PCP, Partido que se distingue de todos os outros, pela sua história em defesa da liberdade e da democracia, pela sua prática e o seu projecto, e que está na primeira linha da luta contra a política de direita e por uma mudança de rumo de que o País cada vez mais precisa.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O ELOGIO DA POBREZA

«Não olhemos só para aquilo de que nos privaram ou nos obrigaram a pagar mais; mas partilhemos generosamente o que temos com os que menos têm»: palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa, José Policarpo, na sua tradicional mensagem de Natal.

Santas palavras, estas, que nos ensinam tudo o que devemos saber, a saber: a resignação
face à «inevitabilidade» das «medidas de austeridade», e a prática da caridade - com os que têm, a dar, generosamente, aos que não têm - como solução para a «crise»...

É claro que o Cardeal sabe que «para muitas famílias, este não será um Natal fácil»...
 
Todavia, será isso razão para que seja um Natal triste?; será isso impedimento para que este seja um Natal com alegria?

Não, irmãos, não é - da mesma forma que «há dois mil anos, a alegria daquele nascimento não foi impedida pela pobreza da gruta»...

Por isso, em verdade vos digo, irmãos: «esta crise pode suscitar, em cada um de nós, este espírito de solidariedade» - a «solidariedade» da esmola, da caridade, do amor aos pobrezinhos, aos quais devemos dar tudo o que sobra do nosso prato...

Por isso, haja alegria, irmãos!: «A pobreza não impede, necessariamente, a alegria».

Por isso, façamos todos, irmãos, o elogio da pobreza, louvemo-la como Obra de Deus que é.

Feliz Natal, irmãos!...

domingo, 26 de dezembro de 2010

O debate que vale a pena "ouver"

O debate entre Francisco Lopes e Cavaco Silva foi esclarecedor.

Para quem se quiser esclarecido.

Tinham-me dito coisas, logo a seguir, tinha lido comentários.

Por telefonemas amigos, nos blogs de consulta diária, no Diário de Notícias, por aqui e por ali.

Logo que possível, ouvi o debate.

Para, para além dos juízos dos outros, fazer o meu próprio juízo, ter a minha "ouvivista" versão.

Deixo duas palavras.

Quase de entusiasmo, embora a situação não esteja para entusiasmos.

O "desconhecido" Francisco Lopes "deu um bailarico" (para usar uma expressão popular).

Começou sem tergiversar, a não fugir às questões, a procurar o confronto, com firmeza (e dureza), a falar na primeira pessoa do plural, na candidatura e não no candidato.

Seguro, calmo, tranquilo, confiante em si... mas fazendo questão em sublinhar que essa confiança era dele nos trabalhadores, no povo, no futuro.

Ah! os nossos "desconhecidos"... o que eles poderiam dar a este País!

Quanto a Cavaco Silva foi igual ao que é.

Com o mesmo discurso pobre, por vezes paupérrimo ("... como eu escrevi num livro, de forma muito clara... para alcançar objectivos que são objecto..." e etc.), tão cheio de si que, por isso, vazio.

Quem quiser que veja, por exemplo em http://www.tvi24.iol.pt/galeria_nova.html?mul_id=13365862 como aqueles cantos dos lábios, já de si em postura normal descaída, foram acentuando o circunflexo da boca.

Ao que os mercados obrigam!

E como tantos de nós nos deixamos apanhar nas ratoeiras, por desinformação, por medo, por permitir a manipulação.

No entanto, e para resumir, só por estes debates, pelo que eles mostram de diferença - ainda que não imediatamente perceptíveis, e eficazes quanto seria desejável -, muito necessária e útil é esta candidatura do camarada Francisco Lopes.



sábado, 25 de dezembro de 2010

Jorge Videla condenado – Que apodreça na prisão!

Jorge Videla, general argentino que, entre 1976 e 1981 esteve à frente de uma das mais sangrentas ditaduras militares da América Latina, foi novamente condenado a prisão perpétua pelos seus crimes, uma lista horrenda de assassínios, tortura, roubo de recém nascidos ás mães prisioneiras... e o “desaparecimento” de milhares de homens e mulheres que nunca se renderam à ditadura.


O assassino já antes tinha sido condenado a uma pena igual... mas o corrupto Carlos Menem, Presidente da Argentina entre 89 e 99, tinha mandado anular a sentença. Desta vez, provavelmente, já não se safará...

Entretanto, o bandalho tem já 85 anos de idade. Espero que viva até aos 120!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Salários

O desemprego em Portugal bate todos os recordes absolutos e relativos. Em termos restritos ultrapassou a barreira dos 600 mil desempregados, o que representa uma taxa de 10,9%. Em sentido lato, atingiu no final do 3º trimestre os 761.500 desempregados, isto é, uma taxa efectiva de 13,5%.

Sublinhe-se, mais uma vez, que 40% destes desempregados não recebem subsídio de desemprego. O que, desde logo, contraria a tese dos «malandros que não querem trabalhar».

Face a esta realidade o que faz o Governo (e o PSD, e o CDS/PP) para a combater? Responsabilizam o trabalho, os trabalhadores e os seus salários e os seus direitos pelo fraco crescimento da economia e pelo saldo negativo na criação de emprego. Reduzem salários. Diminuem ou anulam prestações sociais como o abono de família e o subsídio de desemprego. Aumentam impostos, sobretudo o mais «cego» de todos – o IVA. Recusam-se a tributar o grande capital.

Como salientam os comunistas, a crise actual é um caso clássico de recessão na procura. É o subconsumo relativo das pessoas que explica a actual crise. As reduções de salários e os apelos para reduzir ao mínimo o estado social têm como consequência óbvia o aprofundar da crise.

O rendimento dos trabalhadores é o factor chave para gerar a riqueza nacional de um país. Os baixos salários são um entrave ao desenvolvimento económico. O salário é um elemento base do equilíbrio económico: só se produz e só se vende o que os salários podem comprar.

No nosso país as remunerações dos trabalhadores representam apenas 26,1% dos custos de produção das empresas. No caso dos ramos exportadores esse peso é, em média, de apenas 15,5%.

Se queremos reduzir os custos das empresas e melhorar a competitividade da economia portuguesa a solução não passa, como é evidente, pela diminuição dos salários. Mas sim pela redução dos custos que o grande capital financeiro impõe ao conjunto do sector produtivo, em particular às PME.

Sejamos claros: o problema do desemprego (ou do défice das contas públicas, ou da dívida externa) não se resolve sem o aumento da produção nacional, do seu desenvolvimento e qualificação. Esta é a questão nodal que está subjacente a todos os outros problemas que o país enfrenta. E que é necessário resolver com urgência.

O que torna imperativo e urgente a concretização de um caminho alternativo e de ruptura com a política de direita de desastre e de ruína nacional que tem vindo a ser seguida.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Hoje há Avante!

  DESTAQUES:
Isto não tem que ser assim!
Num encontro em Lisboa com jovens licenciados, onde se debateu o desemprego e a precariedade, Francisco Lopes manifestou-se confiante na capacidade das novas gerações de tomarem o seu destino nas próprias mãos e levarem a cabo as rupturas e as transformações de que o País precisa.
Produção nacional e valorização dos salários
O País precisa de uma política de Estado de defesa da produção nacional e do aparelho produtivo que promova a industrialização, visando a soberania e segurança alimentares, o pleno emprego e a valorização dos salários, defendeu o Secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa, num debate em Lisboa, dia 17, no âmbito da campanha Portugal a Produzir.
Endurecem a luta
Os trabalhadores dos transportes vão intensificar a luta, em resposta aos cortes nos salários, à eliminação de muitas centenas de empregos e à redução de serviços.
Por uma nova política
A época natalícia propiciou o pretexto para iniciativas públicas do movimento sindical unitário, em Lisboa, no Porto, em Braga, no Barreiro e em Leiria.
Aumento da energia
O aumento dos preços da energia anunciado pelo Governo é mais um golpe no depauperado poder de compra das famílias e na competitividade da economia.
As 50 medidas do Governo não resolvem a crise
É preciso não só produzir mais e melhor para vencer a crise mas também repartir melhor, porque se isso não acontecer os resultados dos acréscimos de produção vão parar essencialmente aos «bolsos» de uma minoria que especula.
Greve geral pára o país
A Grécia voltou a parar, dia 15, contra os ataques aos salários e prestações sociais. Para os comunistas, a verdadeira guerra está a começar agora: ou é o povo a ir à falência ou é o sistema político.
Contenção a Norte
Os exercícios militares sul-coreanos, com fogo real, na ilha da Yeonpyeong foram uma «provocação» a que Pyongyang se absteve de responder, que estará disponível para aceitar o regresso dos inspectores da AIEA ao país.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Critérios, critérios, critérios...: Francisco Lopes falou, Cavaco Silva calou e o Público não viu.

Ele há coisas extraordinárias.

É que, independentemente de simpatias ou proximidades, poucos se poderão atrever a negar que a questão do BPN lançada vigorosa e acutilantemente por Francisco Lopes contra Cavaco Silva no debate de hoje da TVI foi um dos seus momentos mais impressivos.

Pois fiquem sabendo que, no Público online, em prosa assinada por São José Almeida e que leva como título «Cavaco resiste a ataques de Francisco Lopes e demarca-se de radicalismos», entre as 514 palavras do texto não há uma única sobre o assunto.

Talvez outro galo tivesse cantado se tivesse sido um certo outro candidato a dizer o que Francisco Lopes disse...

P.S: uma vez que a Cavaco Silva lhe deu para puxar pelos seus galões enquanto primeiro-ministro, talvez alguns leitores possam estar interessados na revisitação que fiz de aspectos essenciais da governação cavaquista, oito dias depois da sua posse como PR, em artigo no Público em Março de 2006.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ano Novo = a aumentos de preços, privatizações, mais despedimentos?

Ler aqui a nossa posição de hoje sobre hoje e os dias próximos e o ano que aí está a chegar.

Há que reagir!

A vários níveis encontram-se sinais. Nós temos os nossos. Que são os da luta de sempre. Da luta contra as causas, de denúncia com previsão e prevenção, de esforços de esclarecimento e mobilização.

Nunca nos quisemos sozinhos. Mas sempre nos procuram isolar, silenciar, fazer de nós os "subversivos", os "sempre contra tudo", os "marginais" (ou a marginalizar), os não-democratas, os que não defendem ou atacam os direitos humanos (mormente a liberdade como um absoluto individual e indefinido).

Nunca nos quisemos sozinhos. E sabemos que não estamos. Embora muitos dos que, objectivamente, estão connosco, numa luta ao lado da nossa, aqui e ali, ontem e hoje, confundindo-se as lutas numa mesma luta porque é pela humanidade, por um viver melhor para as gentes que todos nós somos, subjectivamente nos rejeitem ou não nos queiram por companheiros. Por preconceito, por receio de não se sabe que contágios, porque não abdicamos do que somos, como não pedimos que outros deixem de ser o que são para ao lado deles, companheiramente, lutarmos.

E, tantas vezes, dizem-nos "venham connosco", ou "tomem esta posição", ou "assinem este papel", sem, antes , terem tido o cuidado de nos ouvir sobre o caminho a seguir, sobre a posição a tomar, sem a nossa participação na redacção!

A luta continua. E não dizemos que somos apenas nós a fazê-la! Leiam-se os sinais...





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O último "Eixo do Mal": Dizem que é uma espécie de jet-set intelectual

Não, prezados leitores, este vídeo não vai a parte nenhuma e está aqui só para ilustrar que a música do genérico do Eixo do Mal na SIC Notícias pode ser linda mas dentro do programa não poucas vezes o preconceito, a desonestidade intelectual, a falta de rigor e o comentário trafulha até fervem.

Para que os leitores depois não estranhem o atraso, estas linhas servem apenas para os avisar que, quando estiver disponível o vídeo integral do programa de ontem, aqui virei fazer a demonstração de como cinco estarolas intelectuais, com especiais responsabilidades de Daniel Oliveira (versão perversa do velho príncipio de que a função modifica os homens), caricaturaram, deturparam e falsificaram até aos limites da indecência aspectos do debate televisivo entre Fernando Nobre e Francisco Lopes.

P.S.: De caminho, aproveito para esclarecer que a entrada da notícia do Público de hoje sobre o debate entre Francisco Lopes e Manuel Alegre não é exacta nem rigorosa. Aí, se escreve com efeito que «A necessidade de aprovação do Orçamento de Estado para 20011 e de não pôr em causa a permanência na União Europeia dividiu os candidatos». Ora, a mais cristalina das verdades é que Francisco Lopes não disse uma única palavra no sentido de pôr em causa a permanência de Portugal na União Europeia.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Teixeira dos Santos, figura nacional do ano para o "Expresso" e o "Público".

Teixeira dos Santos, figura nacional do ano para o "Expresso" e o "Público".
 
Parece que se distinguiu.
 
Pena que não fosse para o bem.
 
Ai, que bela imprensa de «referência» que temos !
Nota final:

Caro Eduardo Catroga, tu bem tiraste a fotografia com o telemóvel mas não te serviu de nada, ministro é ministro.


Mas não desesperes: Atrás de tempo, tempo vem.


Bom Natal
 
Vasco Morais no Sem punhos de renda

sábado, 18 de dezembro de 2010

Uma sugestão construtiva: 24 à noite ou 25 de manhã estaria bem melhor

Leio no Público de hoje que os célebres dividendos da PT respeitantes ao ano em curso e com pagamento antecipado para este ano para fugir às taxas fiscais que entram em vigor a 1 de Janeiro de 2011 serão distribuidos aos accionistas no dia 28 de Dezembro.

E, recordando de passagem que o Relatório e Contas da empresa terá de certeza a data de 31 de Dezembro de 2010, embora a mim tanto se me dê, confesso a minha estranheza com a data escolhida.

Na verdade, eu posso compreender que tenham querido fugir ao 31 de Dezembro para a marosca não aparecer ainda mais evidente e despudorada.

Mas já não compreendo porque não escolheram antes o dia 24 lá para a meia-noite ou o dia 25 pela manhãzinha, o que estaria muitíssimo mais de acordo com esta histórica prenda de Natal.

E, pronto, de caminho só espero que os senhores accionistas da PT, sobretudo os maiores, não sejam nem ingratos nem unhas-de-fome e se lembrem, pelo menos, já não digo de dar uma estadia em Aspen (Colorado) mas de oferecer uma caneta Sheaffer (passe a publicidade, também pode ser Montblanc) a cada um dos deputados do PS, do PSD e do CDS que foram cúmplices deste repelente truque.

É que, já que não é possível evitar que continuem a pensar com os pés, isso sempre os pode ajudar a não se esquecerem de como é escrever à mão.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Campanha presidencial - Montoito e Estremoz

Sempre que nalgum destes textos misturo Alentejo com algum tema que inclua comunismo, é certo e sabido que vários “rothweillers” do antigamente ficam a espumar, arreganham os dentes, rouquejam uns insultos entre o escatológico e o fascista, ou as duas coisas (o que os encaminha, regra geral, imediatamente para o lixo), tal é a raiva que o tema da profunda e antiga ligação dos comunistas ao Alentejo lhes provoca. Mesmo arriscando vê-los mais uma vez esganados nas coleiras... aí vai mais um.

Este fim de semana que passou, tive o prazer de participar, no papel de mandatário distrital da candidatura de Francisco Lopes, em dois encontros de amigas e amigos. 

No sábado, à volta de um jantar em Montoito e no domingo, num almoço em Estremoz.

Para a história ficam, em ambos os casos, a excelência dos repastos, simples, mas em que se podia saborear o carinho que foi posto na sua preparação. 

Fica igualmente a novidade política do apoio público do presidente da Câmara do Redondo ao candidato Cavaco Silva, um pobre diabo que desde que encontrou motivos para (felizmente, digo eu) “divergir” da CDU, já fez de tudo... até acabar na sombra de Cavaco, enquanto vai praticando o seu desporto favorito: a perseguição aos comunistas locais. 

Da visita a Estremoz registe-se o fait-divers de ter descoberto, paredes meias com a colectividade onde íamos almoçar, a casa do meu “colega” Tomás Alcaide, cantor de fama internacional.

Então e as sessões propriamente ditas? 

É aí que a coisa, mais uma vez, vai irritar “os tais”. 

Foram dois belos encontros com largas dezenas de participantes (que pagam as suas refeições), desde pessoas cheias de História e de lutas sobre os ombros, até gente bem jovem, o que vem sempre estragar o “filme” da morte anunciada dos comunistas.

Nas duas sessões e na hora das intervenções políticas, para além das apresentações feitas por dirigentes locais às curtas palavras que tenho para dizer sobre esta campanha, as intervenções de fundo sobre a candidatura de Francisco Lopes e as condições políticas nacionais e internacionais que a enquadram e lhe dão sentido, estiveram a cargo, no sábado, do jovem deputado de Évora, João Oliveira, que ainda há poucos dias vos apresentei aqui nesta fotografia, e em Estremoz, da ainda mais jovem deputada Rita Rato, que podem ver ao meu lado na mesa do almoço, em que também marcava presença uma ainda muito mais jovem militante local.

Ambas as intervenções, feitas de improviso e recorrendo apenas a tópicos dos temas a abordar, intervenções claras, mobilizadores e já feitas de experiência, deixaram-me, mais uma vez, seguro de que valeu a pena chegar até aqui... e com muita confiança no caminho que ainda há para fazer.

A gritante contradição entre a repetida mentira sobre a provecta idade dos militantes e simpatizantes comunistas e a composição etária das duas mesas de “discursantes” e boa parte das duas assistências, levou-me a incluir no meu pequeno discurso estes dois parágrafos, com que termino este já longo texto e em que afirmo a minha convicção de que, ao contrário do envelhecimento apregoado, este colectivo está, em muitos casos e cada vez mais, a evoluir precisamente no sentido contrário.

«É um grande colectivo de vontades que, apesar de tantas vezes ter sido dado como moribundo, vai mostrando, dia a dia, nas grandes causas, nas lutas dos trabalhadores, como a grandiosa Greve Geral de dia 24 de Novembro, que aqueles que nos foram desejando e anunciando mortos e enterrados, se enganaram clamorosamente.

A idade, a determinação, a preparação política, a energia e a... chamemos-lhe assim, fantástica saúde que exibem os nossos jovens deputados e deputadas, são uma prova bem sonora disso mesmo».

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Hoje há Avante!

  DESTAQUES:
Construir um futuro diferente
A única candidatura que luta por um Portugal democrático, justo, solidário e desenvolvido esteve sábado no distrito de Setúbal, onde contactou com as populações do Montijo e de Alcochete, almoçou e jantou com apoiantes em Sesimbra e em Setúbal, manifestou a sua solidariedade com os actores e público do Teatro Municipal de Almada, participou, no Barreiro, no Plenário Regional de Eleitos da CDU nas Autarquias Locais e terminou o périplo num encontro com a juventude, em Cacilhas.
Travar a ofensiva do capital
O secretário-geral do PCP considera que as grandes e as pequenas lutas de massas são a melhor resposta à ofensiva do capital contra os direitos e condições de vida dos trabalhadores e do povo.
Protesto em Almada
Largas centenas de pessoas levaram ao Teatro Municipal de Almada um abraço azul de solidariedade com a luta contra os cortes orçamentais impostos pelo PS e PSD.
Direitos debaixo de fogo
A posição do Governo sobre as alterações à legislação laboral continua por clarificar, mas tudo indica que está na forja mais um violento ataque aos trabalhadores.
Revolta estudantil
A luta contra o aumento das propinas universitárias em 300 por cento abriu uma crise social e política. Estudantes e professores manifestam-se em Londres.
O mundo do trabalho com Francisco Lopes
Divulgamos hoje mais algumas das personalidades do mundo do trabalho, bem como declarações de destacados dirigentes sindicais, que decidiram prestar público apoio à candidatura comunista.
Novo DVD
Luísa Basto
O DVD de Luísa Basto – 40 anos a cantar o povo e a liberdade – é hoje posto à venda com o Avante!, por €10.80, e apresentado em sessão pública no Salão da Junta de Freguesia do Feijó, às 18h00.
Contra as «prendas» do Governo
Natal de protesto nas ruas
As estruturas da CGTP-IN promovem esta semana uma série de acções de luta e protesto contra as «prendas» para os trabalhadores contidas no Orçamento do Estado e no PEC4 que o Governo já está a preparar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Depois do 1º debate

O 1º debate entre os candidatos às presidenciais de 23 de Janeiro foi entre Francisco Lopes e Fernando Nobre.
Não justifica grandes comentários. 

Fernando Nobre exagerou no que poderia ser o seu "trunfo", a sua intervenção cívico-humanitária, e quis fazer - a meu ver canhestramente - a politização de um currículo a querer apresentar-se sem mácula político-partidária mas a que não faltam opções cidadãs de uma confrangedora fragilidade e volubilidade. 

A carta do apartidarismo, jogada com evidente falta de preparação e alguma irritabilidade, não me parece que o tenha favorecido. 

E não estou a falar deste debate mas da sua campanha.


Quanto a Francisco Lopes, surpreendeu-me a sua segurança, a sua calma, o seu à-vontade, o modo firme mas não agressivo como não deixou que lhe fosse tirado o minuto a que tinha direito. 

Foi um excelente ensaio para os próximos debates. 

Só terá de olhar menos para a dona Judite e mais para nós, que estamos aqui. 

Como seu mandatário, deixo-lhe o recado!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A DESINFORMAÇÃO ORGANIZADA

Os média dominantes, mercê de longa prática e experiência, são mestres em desinformação organizada.

Divulgam uma mentira tantas vezes quantas as necessárias para que ela passe a integrar o conhecimento e a linguagem da generalidade das pessoas, e pronto... está a feita a «verdade»-

Ontem realizaram-se eleições no Kosovo.

Sobre o assunto, o Público começa por nos informar que o Kosovo é independente desde 2008 - e quantos, entre os leitores do órgão da Sonae, estão em condições de duvidar dessa «independência»?...

Segundo o Público, o previsível vencedor das eleições é «o partido do actual primeiro-ministro kosovar, Hashim Thaçim. o qual, sempre segundo o Público, «é um dos principais artesãos da independência do Kosovo e principal figura do país».

Temos então que, a crer no Público (e quem há aí que ouse não crer?...), o Kosovo independente é governado por um herói da independência e da democracia.

Ora a verdade é que, quem procurar fontes de informação que não as do Público e dos seus congéneres, sabe que, em matéria de independência, o Kosovo é um protectorado da ONU, isto é: dos EUA;

sabe que Thaçim proclamou unilateralmente a independência, num golpe preparado com o governo dos EUA e que essa proclamação foi o culminar da criminosa operação de desmantelamento da Jugoslávia;

sabe que os EUA reconheceram a «independência» logo no dia seguinte e foram imitados poucos dias depois pela carneirada habitual: os governos da França, da Grã-Bretanha, da Alemanha... de Portugal, obviamente;

sabe que Thaçim é um narcotraficante e terrorista, responsável pela morte de milhares de kosovares, sempre apoiado pelos EUA - Bush-filho recebia-o em audiência privada na Casa Branca - e pelas democracias burguesas da Europa;

sabe, enfim, que a notícia do Público é falsa, é manipuladora, apresenta como verdades incontestáveis as mais despudoradas mentiras, desinforma, mistifica.

E está profundamente iludido quem pensar que se trata de uma falha, de um erro, de coisa que escapou, que não é intencional: casos destes passam-se todos os dias em todos os órgãos da comunicação social dominante.

Pensados, reflectidos, organizados.

Cuidadosamente executados.

E com consequências terríveis para milhões de pessoas.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O ASSALTO


O governo do patronato sugeriu.
O patronato aceitou de bom grado asugestão por ele sugerida. 
A UGT, ainda com o cheiro do traque da adesão à greve geral a que o movimento popular a forçou, não discorda.
Ou seja: a Ministra do Desemprego ex-funcionária da UGT, o patrão dos patrões também ex-responsável da UGT, e à custa da qual se encheu, e o Secretário-Geral da UGT, esta trempe sinistra, representa a escumalha que nos esbulha.
«O Governo propõe, com o nosso dinheiro, criar um fundo para financiar custos dos despedimentos».
A extorsão é publicitada como sendo um bem social que dinamizará o mercado de trabalho. 
O mercado. 
Assim, os desempregados e os trabalhadores com emprego mesmo relativamente estável, pagariam com os seus impostos directos e indirectos o seu próprio despedimento para que a UGT-patronato-governo no “mercado de trabalho”, leia-se, Praça de Jorna, recrutem mão-de-obra ao preço que muito bem entendam.
O saque atinge níveis jamais vistos. 
A vigarice, o palmanço, a trapaça, o esburgo, o ludíbrio, o latrocínio e mais de cerca de trezentos vocábulos sinónimos não são de mais para classificar esta nefanda gente. 
Canalha abominável, velhacos que podem ser designados com frases e termos que melhor classifiquem estes patifes, pulhas, crápulas execráveis.
Aceitam-se vocábulos mais recentes como privatização ou prescrição que já se podem incluir no glossário da gatunice.
«A «praça de trabalho» ou «praça de jorna» é um mercado de mão-de-obra, a que vão assalariados e proprietários e em que os primeiros, como vendedores, oferecem a sua força de trabalho, e os segundos, como compradores, oferecem o salário ou jorna, que é a paga de um dia de trabalho (jornal).»

 
RESISTIR POR UM MUNDO MELHOR