quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
2009 vem aí com a perspectiva da intensificação das lutas

Um Congresso para o futuro

Nas empresas de Leiria
Uma voz que se faz ouvir

É possível outro rumo

«O socialismo resulta da vontade popular»

Israel arrasa Faixa de Gaza

domingo, 28 de dezembro de 2008

Em final de ano...

Por diferentes razões e porque estamos em final de ano, vale a pena passar por lá.


Do Vítor Dias, em "o tempo das cerejas*" sob os títulos "Quatro sapatadas editoriais" e "Ataque aéreo israelita a Gaza".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Vitória dos trabalhadores
A voz da rua
«Sapatos» da contestação

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas festas e que ...

... em 2009 seja possível mudar de PAI NATAL, de RENAS e, o que é muito mais difícil, ...


... de TRENÓ.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Porque é natal convém lembrar...

Só há liberdade a sério quando houver...

...a paz, o pão, habitação, saúde, educação...
É que para muitos cidadãos deste país não vai haver natal.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Os estudos de Eugénio Rosa

Saíu mais um estudo de Eugénio Rosa cujo título é O governo aumenta o capital da CGD para poder fazer desaparecer os prejuízos do BPN e reduzir o défice orçamental, publicado no Resistir.info.

É de extrema importância a leitura dos seus estudos que põem a nu muitas das medidas anunciadas pelos governos ou, simplesmente, analisa de forma prática, simples e directa muitas das questões que têm a ver com o nosso dia a dia.

Há muito que leio os seus estudos, com a atenção que os mesmos merecem. A sua experiência de longos anos como economista na CGTP deram-lhe uma capacidade de análise extraordinária, nomeadamente no que diz respeito aos trabalhadores, na denúncia das medidas que contra eles têm sido tomadas ao longo de mais de 30 anos de políticas de direita.

No seu livro de 2006 publicado pela Editorial Caminho, Uma Nova política Económica ao Serviço das Pessoas e de Portugal, escreveu, no prefácio, Mário Murteira (Professor catedrático de Economia jubilado – ISCTE):
"O presente livro reúne preciosa informação sobre a actual situação da economia portuguesa e permite um diagnóstico detalhado sobre as causas da conjuntura preocupante e, aparentemente, sem saída à vista, que o país atravessa. É de salientar, desde logo, que não se trata «apenas» duma recessão económica. A palavra apropriada é crise, à escala da sociedade no seu todo, ainda que os economistas mais puros recusem, com o grande pudor que lhes é próprio, utilizar esse termo. Embora não nos situando no mesmo quadrante ideológico do autor, partilhamos as suas preocupações, e julgamos que este livro, sendo orientado para o grande público e baseado em exaustiva informação estatística, poderá contribuir de forma importante para a nossa melhor consciência do «estado da nação»."

Mais estudos poderão ser encontrados aqui ou aqui. Tenho ainda disponíveis links para os estudos mais recentes na secção "Ideias e estudos".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sobre "avaliações" - SIADAP e CME

Sem grandes comentários e pela forma como está escrito vale a pena ler no Mais Évora este texto sobre o que é a nova "avaliação" na função pública.

Não ficando atrás da "avaliação" dos professores e da "avaliação" de outros sectores, até porque o objectivo não é avaliar, alguém me questionava recentemente porque não tinha a função pública aproveitado a onda de contestação dos professores e não se lhe tinha juntado porque a questão de fundo era a mesma. Sinceramente não sei e não soube responder.

Vale igualmente a pena ler este texto que está relacionado.

NOTA: Onde se lê CME deve ler-se, eventualmente, Câmara Municipal de Évora, embora possa ser "aplicado" a todas as Câmaras do país e a todos os serviços da Administração Pública.

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Reunião do Comité Central
Um Partido mais forte serviço do povo e do País
Uma obra plena de actualidade
Quando os Lobos Uivam, de Aquilino Ribeiro
Grécia
Revolta popular
Iraque
Bush insultado

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ódio e mentirosos

Não podia deixar de aconselhar a leitura deste texto do Samuel.

Trata-se de um texto com sentimentos que certa gente está a anos luz de entender, porque não percebe, não quer perceber, ou, pior ainda, finge que não percebe.

Também aconselho a sua leitura porque este texto se poderia aplicar a outras personagens que todos conhecemos e que navegam, no essencial e/ou no fundamental, nas mesmas águas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sapatos atirados ao "boneco"?


Muntadar al-Zaidi, o jornalista iraquiano que atirou os seus sapatos contra Bush, esteve (e continuará a estar) a ser interrogado para se apurar se foi pago por alguém para cometer a tentativa de agressão. Terá sido também sido submetido a testes de droga e álcool.

É daqueles actos, pela simplicidade do protesto, da raiva ou seja lá do que for, mas também pela sua espectacularidade, marcará definitivamente a vida e a carreira do jornalista. E marcará igualmente a denúncia das barbaridades e atrocidades cometidas contra aquele país e aquele povo, pela "coligação" de cuja fotografia fizeram parte, além de Bush, Blair, Aznar e Barroso.

Se para o Departamento de Estado, pela voz de Robert Wood "este foi um incidente isolado e de cunho particular, que não vê a direcção que estamos tomando agora no Iraque, que é muito, muito positiva, e esperamos que continue assim" e que o jornalista "apenas queria aparecer", já para todos aqueles que condenaram e condenam a intervenção americana no Iraque é um episódio que vai muito mais além.

Quando milhares de iraquianos exigem a sua libertação, quando dezenas de advogados árabes o querem defender, quando os sapatos se tornam um simbolo da resistência à ocupação, mostra que o acto teve outras consequências.

De facto é uma despedida condigna a Bush. Muntadar Al-Zaidi teve a coragem de levantar-se e chamar-lhe "cão", apesar de rodeado de um enorme aparato de segurança, e atirar-lhe os sapatos (um grave insulto na cultura árabe).

Óbviamente que o "insulto" não é comparável com as centenas de milhares de mortos que a invasão terá originado e que a sua libertação é uma exigência fundamental de todos.

Gostaria de dizer que, tal como acontece nos acidentes de automóveis, os testes de álcool e drogas deveria também ser feito a Bush. E já agora um exame clínico para se tentar perceber a sanidade mental do homem. É que sendo a figura mais visível responsável por tantos mortos algo não está bem naquele personagem.

sábado, 13 de dezembro de 2008

"Hoje vão morrer sete pessoas na Colômbia"

Esta notícia do Público de hoje que não resisto a transcrever, por insuspeita, merece o meu destaque. Com isto se levanta uma questão muito importante. Serão as FARC tão más como as pintam ou a questão é outra?

Mas sobre notícias alternativas da Colômbia vá à ANNCOL.


"Hoje vão morrer sete pessoas na Colômbia
13.12.2008

Hoje vão morrer na Colômbia sete pessoas à margem de quaisquer combates. Ontem morreram sete. E amanhã vão morrer outras sete. A média é de organizações de direitos humanos e é só parte de uma tragédia que inclui ainda pelo menos 2,5 milhões de deslocados.

Mais de 14 mil colombianos morreram desde 2002, o ano do primeiro mandato do Presidente Alvaro Uribe, segundo as ONG, cujos números foram apresentados por ocasião da análise periódica universal ao país no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra. A lista integra vítimas de execuções extrajudiciais ou realizadas por forças policiais ou militares, e paramilitares.

A maior parte dos mortos são sindicalistas e activistas dos direitos humanos. Nos últimos vinte anos, foram mortos 2700 militantes sindicais. Só nos primeiros oito meses deste ano foram assassinados 40. Os activistas de direitos humanos mortos ou desaparecidos desde Janeiro são 75.

Os principais suspeitos são o exército e os grupos paramilitares de extrema-direita cuja desmobilização, contra o que afirma o Governo, não terá então acontecido. Também desde o início do ano e de acordo com as mesmas fontes foram registados 932 casos de tortura, incluindo 731 letais.

As autoridades contrapuseram ao Conselho da ONU números seus apontando para a diminuição dos homicídios, desde logo dos sindicalistas, e dos sequestros. Mas o vice-presidente Francisco Santos pediu ainda assim "perdão" aos familiares das vítimas do que classificou como uma "vergonha" nacional.

Outro drama em paralelo é o dos deslocados. O Governo fala de 2,5 milhões, as organizações não governamentais de 4,5 milhões. O diário espanhol El País dizia ontem que depois do Sudão, a Colômbia é o segundo país do mundo com mais deslocados.

A onda de fugitivos não é antiga: remonta a 1985, quando a guerra aos grupos armados começou a assumir maior fragor. Mas desde então não cessou de crescer, acompanhada do roubo das terras dos que fugiam, por parte dos grupos de extrema-direita, e do assassínio dos seus líderes.

Setenta por cento dos fugitivos são camponeses. Os hectares roubados são entre quatro e seis milhões."

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobre a Grécia

A Grécia tem sido para mim um exemplo de como as coisas se podem complicar.
As notícias são muitas, muitas vezes desencontradas, filtradas, ligam-se acontecimentos que nada têm a ver entre si, enfim. Mas uma coisa me parece, lá bem no fundo algo está a mexer e a alastrar. E de que maneira.
E as causas profundas apontam no fundamental para o estado a que o capitalismo chegou. Os neo-liberais europeus e outros não se devem sentir muito à vontade. Bom, com as suas políticas são os responsáveis pelas situações. Por isso muitos deles querem vestir a pele de cordeiro, a começar por este jardim à beira-mar plantado.
Notícias e opiniões encontrei diversas. Eis aqui algumas diferentes das que se publicam na imprensa "normal":

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!


DESTAQUES:
Firmes na luta
10 anos após o Nobel da Literatura
Explosão social
Intervenções centrais
PCV apoia revisão constitucional

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração da FIR sobre o 60º aniversário da "Declaração Universal dos Direitos Humanos"

A "Declaração Universal dos Direitos Humanos" da Organização das Nações Unidas é um documento político central da história do pós-guerra.

A Federação Internacional dos Resistentes (FIR) - Associação Antifascista, relembra o facto de a fundação da ONU e a adopção desta declaração assentar na luta libertadora dos povos e das nações contra a barbárie fascista. Já na altura os sobreviventes do campo de concentração de Buchenwald exigiam, em Abril de 1945: "Criemos um novo mundo de paz e liberdade".
Estes princípios foram acolhidos na "Declaração Universal dos Direitos Humanos".

Os objectivos da declaração baseiam-se nos ideais da Revolução Francesa e nas suas proclamações de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

O fascismo, como ideologia e prática política, procurou reverter estes ideais. A acção comum dos povos na luta antifascista derrotou esta ameaça.

Sabemos que os princípios da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" não determinam presentemente a realidade política e social no mundo de hoje.

Não temos, contudo, razão para apontar o dedo em uma só direcção. Os direitos humanos não podem ser reduzidos à liberdade de expressão ou acesso à internet. Mesmo nas nações mais desenvolvidas industrialmente, os direitos e liberdades não são frequentemente assegurados, como, por exemplo, o direito ao trabalho e educação, direito a habitação condigna ou direito a protecção da discriminação racial.

A FIR e as suas associações membro pugnam hoje e no futuro pela implementação dos ideais da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" como um todo.
Estes direitos não são oferecidos. Tais direitos e liberdades são garantidos - tal como a experiência histórica nos ensina - apenas através da luta social. Os veteranos da luta antifascista e os antifascistas das gerações de hoje são companheiros combatentes em tal movimento.

Assim, o assinalar do 60º aniversário da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" não é nenhuma "comemoração vazia", mas sim um pedido de acção por um mundo melhor.

President Michel Vanderborght

Secretary-General Dr. Ulrich Schneider

Berlim, 10 de Dezembro de 2008


In URAP.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CDU confiante em Cuba

Jerónimo participou em jantar com 600 pessoas
O PCP promoveu na vila de Cuba, no sábado, um jantar convívio que reuniu cerca de 600 pessoas e que teve a participação do secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa. Estiveram também presentes no pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Cuba, repleto, outros dirigentes nacionais, ... mais»
In "Alentejo Popular" on-line

domingo, 7 de dezembro de 2008

...e o treino foi anulado.

Numa época que se adivinha particularmente agitada, os treinos de qualquer equipa são fundamentais.

Tanto mais que é preciso uma grande unidade entre a Direcção, os órgãos sociais, a equipa técnica, os atletas e todo o pessoal de apoio, a fim de se conseguir atingir os objectivos, nomeadamente, ganhar o campeonato.

Mas tal tarefa não é fácil.

Talvez por isso, recentemente, no rescaldo da melhoria de iluminação de um dos "pelados", uma parte dos que atrás referi, onde se encontravam parte da equipa técnica, dos atletas e do pessoal de apoio, avançou-se com a ideia de fazer uma espécie de pré-inauguração ao "sintéctico" do campo principal que estava a ser concluído, o que mereceu desde logo o apoio de um dos membros da direcção a quem foi sugerido o assunto.

E desde logo se fez o plano do treino.

Abria com um ligeiro aquecimento, ensaiavam-se uns pontapés, fazia-se uma "relvadinha" com dois intervalos, e terminaria com uma terceira parte para retemperar as forças e o esforço dispendido.

Estava tudo certo, cada um dos presentes ficou de acertar com os não presentes para que tudo corresse lindamente.

Mas algo correu mal. O Presidente da Direcção ao saber de tal treino resolveu, pura e simplesmente anulá-lo.

Várias perguntas ficaram no ar.

O Presidente da Direcção também queria participar e ninguém lhe disse nada? Estaria lesionado? Tinha uma reunião importante a que não podia faltar? Ficou de burro por não ter participado no planeamento? Foi pressionado pelos órgãos sociais que também queriam fazer uma perninha? Ou simplesmente não quer que o pessoal se canse muito.

Espero que tal decisão não dê origem a chicotadas psicológicas. Por norma é a equipa técnica que paga as favas. Mas às vezes também mostra divergências sérias na Direcção.

O que for soará. Mais tarde logo se vê.

Post Scriptum: Esta é uma estória de ficção.
Qualquer semelhança com factos reais não é pura coincindência.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Proclamação de São Paulo – O socialismo é a alternativa!

O mundo está confrontado com uma grave crise econômica e financeira de grandes proporções.
Uma crise do capitalismo, indissociável da sua natureza própria e das suas insanáveis contradições, porventura a mais grave desde a Grande Depressão iniciada com o crash de 1929.
Como sempre são os trabalhadores e os povos as suas principais vítimas.

A presente crise é expressão de uma crise mais profunda, intrínseca ao sistema capitalista, que evidencia seus limites históricos e a exigência da sua superação revolucionária. Ela representa grandes perigos de regressão social e democrática e constitui, como a história demonstra, base para movimentos autoritários e militaristas em relação aos quais se impõe a maior vigilância dos Partidos comunistas e de todas as forças democráticas e anti-imperialistas.

Ao mesmo tempo que se mobilizam milionários recursos públicos para salvar os responsáveis por esta crise – o grande capital, a alta finança, os especuladores - o que se anuncia para os operários, camponeses, camadas médias e todos quantos vivem do seu trabalho e sufocam sob o peso dos monopólios é mais exploração, mais desemprego, mais baixos salários e pensões, mais insegurança, mais fome e mais miséria.

Poderosas campanhas de diversionismo ideológico procuram iludir as reais causas da crise e fechar as portas a saídas no interesse das massas populares e a favor de um novo balanço de forças, uma nova ordem internacional para os trabalhadores, as forças populares, da solidariedade internacional e da amizade entre os povos. As grandes potências capitalistas, a começar pelos EUA, a União Européia e o Japão, com as instituições internacionais que dominam – FMI, Banco Mundial, Banco Central Europeu, Otan e outras – e instrumentalizando a própria ONU, trabalham freneticamente em “soluções”, que sendo elas próprias sementes de novas crises, procuram no imediato salvar o sistema e reforçar os mecanismos de exploração e opressão imperialista.

Com o recurso a bodes expiatórios, e insistindo em falsas e já falhadas opções de “regulação”, “humanização” e “reforma” do capitalismo, procura-se mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. Os partidos do capital demarcam-se apressadamente dos dogmas do “Consenso de Washington” que alimentaram a brutal financeirização da economia.
A social-democracia, disfarçando a sua rendição ao neoliberalismo e a sua transformação em pilar do imperialismo, tenta um extemporâneo regresso a medidas de “regulação” de tipo keynesiano que deixam intactas a natureza de classe do poder e as relações de propriedade e que visam objetivamente retirar espaço à afirmação de alternativas revolucionárias dos trabalhadores e dos povos.

Mas uma tal perspectiva não é uma fatalidade.

Como outros momentos da História já o demonstraram, os trabalhadores e os povos podem, se unidos, determinar o curso dos acontecimentos econômicos, sociais e políticos, arrancar ao grande capital importantes concessões no interesse das massas, impedir desenvolvimentos em direção ao fascismo e à guerra e abrir caminho a profundas transformações de caráter progressista e mesmo revolucionário.

O quadro internacional é de uma profunda agudização da luta de classes. A humanidade atravessa um dos momentos mais difíceis e complexos de sua história; uma crise econômica global, que coincide simultaneamente com uma crise energética, outra alimentar e com uma grave crise do meio-ambiente; um mundo com profundas injustiças e desigualdades, com guerras e conflitos. Um cenário de encruzilhada histórica, em que duas tendências antípodas se manifestam. Por um lado, grandes perigos para a paz, a soberania, a democracia, os direitos dos povos e dos trabalhadores. Por outro, imensas potencialidades de luta e de avanço da causa libertadora dos trabalhadores e dos povos, a causa do progresso social e da paz, a causa do socialismo e do comunismo.

Os Partidos Comunistas e Operários reunidos no seu 10º Encontro, realizado em São Paulo, saúdam as lutas populares que se desenvolvem por todo o mundo, contra a exploração e a opressão imperialistas, contra os crescentes ataques às conquistas históricas do movimento operário, contra a ofensiva militarista e anti-democrática do Imperialismo.

Sublinhando que a bancarrota do neoliberalismo não representa apenas o fracasso de uma política de administração do capitalismo mas o fracasso do próprio capitalismo e seguros da superioridade dos ideais e do projeto dos comunistas, afirmamos que a resposta às aspirações libertadoras dos trabalhadores e dos povos só pode ser encontrada em ruptura com o poder do grande capital, com os blocos e alianças imperialistas, com profundas transformações de caráter antimonopolista e libertador.

Com a convicção profunda de que o socialismo é a alternativa, o caminho para a verdadeira e total independência dos povos, para a afirmação dos direitos dos trabalhadores e o único meio de pôr termo às destruidoras crises do capitalismo, apelamos à classe operária, aos trabalhadores e aos povos de todo o mundo que se juntem à luta dos comunistas e revolucionários e que, unidos em torno dos seus interesses de classe e justas aspirações, tomem nas suas mãos a construção de um futuro de prosperidade, justiça e paz para a Humanidade.
Nesse sentido, estão surgindo condições para reunir a resistência e as lutas populares num amplo movimento contra as políticas capitalistas aplicadas na crise e as agressões imperialistas que ameaçam a paz.

Certos de que é possível um outro mundo, livre da exploração e da opressão de classe do capital, proclamamos o nosso empenho em prosseguir a caminhada histórica pela construção de uma sociedade nova liberta da exploração e da opressão de classe, o Socialismo.

São Paulo, 23 de novembro de 2008.
O 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários.
Ver mais aqui e aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
XVIII Congress aprova Resolução Política e elege novo Comité Central
Um grande Partido!
Reportagem do Congresso
Unidade e determinação
Intervenção de abertura
«Este é o Partido que temos e o Partido que somos» - Jerónimo de Sousa
Intervenções centrais
Intervenções na tribuna do Congresso
Intervenção de encerramento
Sim, é possível! - Jerónimo de Sousa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mais uma extraordinária aula de cidadania!

Há bocado desloquei-me à segurança social para tratar de um assunto. Não correu bem. Tenho de lá voltar.

Mas foi maravilhoso. Olhar para a Escola Secundária Rainha Santa Isabel e ver as cortinas das saulas de aula fechadas. Que bela imagem.

Os professores voltaram a dar uma grande aula de cidadania que, oxalá, sirva de exemplo a todos nós. Depois dos 100 mil e dos 120 mil esta é talvez a maior aula que os professores poderiam dar.

Parece que um ou outro compareceu. Já nem sequer se pode dizer "os do costume". É verdade, que eles se sintam intimidados. Mas pela sua falta de consciência ou por outras razões que eu nem quero mencionar.

A função do professor é ensinar. Por favor deixem os professores ensinar, não os embrulhem em papéis para avaliações obtusas e sem sentido, não lhe destruam os direitos.

E já agora. Quem faz uma boa escola são os seus professores e os seus funcionários. Não lhe criem problemas nem lhes desestabilizem a vida.

Se alguém está a mais nesta história é o Ministério da Educação e o Governo. Sendo assim o melhor é irem embora.

Solidariedade com os professores

Hoje é dia de greve nacional dos professores.

Como pai e como cidadão a minha solidariedade total para com os professores em geve.

Há por aí uns que falam em intimidações. Eles sabem do que falam. Alguns até são especialistas em intimidar...

Mas chegou um tempo em que as intimidações (por parte de quem tem ou pensa que tem poder) estão como as acções... Em baixa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Apontamentos sobre o Congresso

Chegado ao fim de mais um Congresso do PCP, não queria deixar de a ele me referir, através de alguns apontamentos.

1º - De suplente e convidado passei a delegado. Algumas coisas que tinha previsto não se concretizaram, pelo menos integralmente.

2º - Como habitualmente comprei jornais. É interessante saber o que dizem porque, salvo raras e honrosas excepções, não informam. Inventam, aldrabam, trocam as mãos. Sobre esta matéria deixarei mais adiante alguns links de quem de forma mais aberta ou mais subtil tratou destas questões.

3º - O edifício da Praça de Touros pareceu-me bem. De facto, sem alterações substanciais de organização do espaço que dele conhecia, está funcional e bem aproveitado.

4º - A zona inferior corresponde ao que é normal num moderno centro comercial. Para além das lojas ditas normais, por lá andam os burgers, as pizzas, as salsichas, etc. Por isso nada de especial a registar.

5º - Sobre a cobertura uma nota muito especial. A certa altura uma boa parte, senão a grande maioria, dos delegados começou a olhar para cima. É que estávamos a ser atingidos por pedrisco. Fez-me lembrar a história de quando éramos miúdos e faziamos uma pequena ferida num dedo.
Havia logo quem dissesse que por ali saíam as tripas grossas e que as miúdas não cabiam.
De facto, por ali entrou o pedrisco mas a água que chovia não.

6º - Notícias tristes também aconteceram. Para além do falecimento da avó de uma camarada que era delegada por Estremoz, e que levou a que tivesse de a substituir, faleceu no local uma convidada. São sempre momentos que nos trazem tristeza.

7º - Mais uma vez, como não poderia deixar de ser, as intervenções dos delegados trouxeram até nós a realidade que somos e as lutas que travamos. E ficámos a saber um bocadinho mais. Quem vê os congressos de outros partidos nada se compara. De facto, as preocupações, os interesses, a forma de ver o mundo é mesmo outra. Até a participação nas sessões é diferente. Delegados a falar para cadeiras vazias ali não houve.

8º - Encontrei muita gente conhecida. Outros só agora os estou a ver em fotografias. Aquilo era muita gente.

9º - Das intervenções do distrito destacaria a de Vasco Lino em nome da Organização Regional de Évora e a de Hortênsia Menino sobre a defesa dos serviços públicos no concelho de Montemor-o-Novo.

10º Como o prometido é devido aqui vão os tais links:

Em "o tempo das cerejas*", Vítor Dias escreve:
Falar de corda em casa do enforcado
Quem não muda em nada e não cede em nada
Por favor ou por amor de Deus
Expliquem aqui ao jovem, inexperiente e apolítico
Jerónimo de Sousa no encerramento do Congresso
Palavras finais para um combate que continua !
Delegados ao XVIII Congresso do PCP
Contra ideias feitas
Um estatuto de excepção para...
... as flores de estufa
Algumas primeiras páginas
No pasa nada !
Glórias do jornalismo português
Uma notícia trapalhona (se não for coisa pior...)

Em "Cravo de Abril", Fernando Samuel escreve:
João Filipe Rodrigues escreve:

Em "A Sedição Controlada", Ivo Rafael Silva escreve:

Em "Movimento das Palavras Armadas", Joroca escreve:

Em "Dos Prazeres para a Graça", Orlando Gonçalves escreve:

Em "Cantigueiro", Samuel escreve:

Em "Vermelho Vivo", vermelho vivo escreve:

Em "Jangada de Pedra", André Levy escreve:

Em "Isto tem dias"", Ana Camarra escreve:

Em "Anónimo do Século XXI", Sérgio Ribeiro escreve:

Estes são exemplos de referências. Haverá muitos outros. Daí que faz todo o sentido este trecho da intervenção de Jerónimo de Sousa:

"Os que vivem da coisa mediática, da divergência, da zanga, ficam desiludidos porque não houve “cenas de faca e alguidar” e “guerras de alecrim e manjerona”, antes grande convergência nas análises e nas votações. Percam preconceitos. Comparem a profundidade das análises, o conhecimento da realidade, as propostas, o projecto que nos anima e depois julguem.Talvez não entendam o valor que tem o envolvimento directo e participativo de mais de 26 mil militantes que agarraram no projecto como seu, discutindo e reflectindo com outros camaradas no que seria melhor para o Partido, para os trabalhadores, para o povo e para o País – propondo, questionando, sugerindo e decidindo".
 
RESISTIR POR UM MUNDO MELHOR