quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
2009 vem aí com a perspectiva da intensificação das lutas

Um Congresso para o futuro

Nas empresas de Leiria
Uma voz que se faz ouvir

É possível outro rumo

«O socialismo resulta da vontade popular»

Israel arrasa Faixa de Gaza

domingo, 28 de dezembro de 2008

Em final de ano...

Por diferentes razões e porque estamos em final de ano, vale a pena passar por lá.


Do Vítor Dias, em "o tempo das cerejas*" sob os títulos "Quatro sapatadas editoriais" e "Ataque aéreo israelita a Gaza".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Vitória dos trabalhadores
A voz da rua
«Sapatos» da contestação

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas festas e que ...

... em 2009 seja possível mudar de PAI NATAL, de RENAS e, o que é muito mais difícil, ...


... de TRENÓ.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Porque é natal convém lembrar...

Só há liberdade a sério quando houver...

...a paz, o pão, habitação, saúde, educação...
É que para muitos cidadãos deste país não vai haver natal.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Os estudos de Eugénio Rosa

Saíu mais um estudo de Eugénio Rosa cujo título é O governo aumenta o capital da CGD para poder fazer desaparecer os prejuízos do BPN e reduzir o défice orçamental, publicado no Resistir.info.

É de extrema importância a leitura dos seus estudos que põem a nu muitas das medidas anunciadas pelos governos ou, simplesmente, analisa de forma prática, simples e directa muitas das questões que têm a ver com o nosso dia a dia.

Há muito que leio os seus estudos, com a atenção que os mesmos merecem. A sua experiência de longos anos como economista na CGTP deram-lhe uma capacidade de análise extraordinária, nomeadamente no que diz respeito aos trabalhadores, na denúncia das medidas que contra eles têm sido tomadas ao longo de mais de 30 anos de políticas de direita.

No seu livro de 2006 publicado pela Editorial Caminho, Uma Nova política Económica ao Serviço das Pessoas e de Portugal, escreveu, no prefácio, Mário Murteira (Professor catedrático de Economia jubilado – ISCTE):
"O presente livro reúne preciosa informação sobre a actual situação da economia portuguesa e permite um diagnóstico detalhado sobre as causas da conjuntura preocupante e, aparentemente, sem saída à vista, que o país atravessa. É de salientar, desde logo, que não se trata «apenas» duma recessão económica. A palavra apropriada é crise, à escala da sociedade no seu todo, ainda que os economistas mais puros recusem, com o grande pudor que lhes é próprio, utilizar esse termo. Embora não nos situando no mesmo quadrante ideológico do autor, partilhamos as suas preocupações, e julgamos que este livro, sendo orientado para o grande público e baseado em exaustiva informação estatística, poderá contribuir de forma importante para a nossa melhor consciência do «estado da nação»."

Mais estudos poderão ser encontrados aqui ou aqui. Tenho ainda disponíveis links para os estudos mais recentes na secção "Ideias e estudos".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sobre "avaliações" - SIADAP e CME

Sem grandes comentários e pela forma como está escrito vale a pena ler no Mais Évora este texto sobre o que é a nova "avaliação" na função pública.

Não ficando atrás da "avaliação" dos professores e da "avaliação" de outros sectores, até porque o objectivo não é avaliar, alguém me questionava recentemente porque não tinha a função pública aproveitado a onda de contestação dos professores e não se lhe tinha juntado porque a questão de fundo era a mesma. Sinceramente não sei e não soube responder.

Vale igualmente a pena ler este texto que está relacionado.

NOTA: Onde se lê CME deve ler-se, eventualmente, Câmara Municipal de Évora, embora possa ser "aplicado" a todas as Câmaras do país e a todos os serviços da Administração Pública.

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Reunião do Comité Central
Um Partido mais forte serviço do povo e do País
Uma obra plena de actualidade
Quando os Lobos Uivam, de Aquilino Ribeiro
Grécia
Revolta popular
Iraque
Bush insultado

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ódio e mentirosos

Não podia deixar de aconselhar a leitura deste texto do Samuel.

Trata-se de um texto com sentimentos que certa gente está a anos luz de entender, porque não percebe, não quer perceber, ou, pior ainda, finge que não percebe.

Também aconselho a sua leitura porque este texto se poderia aplicar a outras personagens que todos conhecemos e que navegam, no essencial e/ou no fundamental, nas mesmas águas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sapatos atirados ao "boneco"?


Muntadar al-Zaidi, o jornalista iraquiano que atirou os seus sapatos contra Bush, esteve (e continuará a estar) a ser interrogado para se apurar se foi pago por alguém para cometer a tentativa de agressão. Terá sido também sido submetido a testes de droga e álcool.

É daqueles actos, pela simplicidade do protesto, da raiva ou seja lá do que for, mas também pela sua espectacularidade, marcará definitivamente a vida e a carreira do jornalista. E marcará igualmente a denúncia das barbaridades e atrocidades cometidas contra aquele país e aquele povo, pela "coligação" de cuja fotografia fizeram parte, além de Bush, Blair, Aznar e Barroso.

Se para o Departamento de Estado, pela voz de Robert Wood "este foi um incidente isolado e de cunho particular, que não vê a direcção que estamos tomando agora no Iraque, que é muito, muito positiva, e esperamos que continue assim" e que o jornalista "apenas queria aparecer", já para todos aqueles que condenaram e condenam a intervenção americana no Iraque é um episódio que vai muito mais além.

Quando milhares de iraquianos exigem a sua libertação, quando dezenas de advogados árabes o querem defender, quando os sapatos se tornam um simbolo da resistência à ocupação, mostra que o acto teve outras consequências.

De facto é uma despedida condigna a Bush. Muntadar Al-Zaidi teve a coragem de levantar-se e chamar-lhe "cão", apesar de rodeado de um enorme aparato de segurança, e atirar-lhe os sapatos (um grave insulto na cultura árabe).

Óbviamente que o "insulto" não é comparável com as centenas de milhares de mortos que a invasão terá originado e que a sua libertação é uma exigência fundamental de todos.

Gostaria de dizer que, tal como acontece nos acidentes de automóveis, os testes de álcool e drogas deveria também ser feito a Bush. E já agora um exame clínico para se tentar perceber a sanidade mental do homem. É que sendo a figura mais visível responsável por tantos mortos algo não está bem naquele personagem.

sábado, 13 de dezembro de 2008

"Hoje vão morrer sete pessoas na Colômbia"

Esta notícia do Público de hoje que não resisto a transcrever, por insuspeita, merece o meu destaque. Com isto se levanta uma questão muito importante. Serão as FARC tão más como as pintam ou a questão é outra?

Mas sobre notícias alternativas da Colômbia vá à ANNCOL.


"Hoje vão morrer sete pessoas na Colômbia
13.12.2008

Hoje vão morrer na Colômbia sete pessoas à margem de quaisquer combates. Ontem morreram sete. E amanhã vão morrer outras sete. A média é de organizações de direitos humanos e é só parte de uma tragédia que inclui ainda pelo menos 2,5 milhões de deslocados.

Mais de 14 mil colombianos morreram desde 2002, o ano do primeiro mandato do Presidente Alvaro Uribe, segundo as ONG, cujos números foram apresentados por ocasião da análise periódica universal ao país no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra. A lista integra vítimas de execuções extrajudiciais ou realizadas por forças policiais ou militares, e paramilitares.

A maior parte dos mortos são sindicalistas e activistas dos direitos humanos. Nos últimos vinte anos, foram mortos 2700 militantes sindicais. Só nos primeiros oito meses deste ano foram assassinados 40. Os activistas de direitos humanos mortos ou desaparecidos desde Janeiro são 75.

Os principais suspeitos são o exército e os grupos paramilitares de extrema-direita cuja desmobilização, contra o que afirma o Governo, não terá então acontecido. Também desde o início do ano e de acordo com as mesmas fontes foram registados 932 casos de tortura, incluindo 731 letais.

As autoridades contrapuseram ao Conselho da ONU números seus apontando para a diminuição dos homicídios, desde logo dos sindicalistas, e dos sequestros. Mas o vice-presidente Francisco Santos pediu ainda assim "perdão" aos familiares das vítimas do que classificou como uma "vergonha" nacional.

Outro drama em paralelo é o dos deslocados. O Governo fala de 2,5 milhões, as organizações não governamentais de 4,5 milhões. O diário espanhol El País dizia ontem que depois do Sudão, a Colômbia é o segundo país do mundo com mais deslocados.

A onda de fugitivos não é antiga: remonta a 1985, quando a guerra aos grupos armados começou a assumir maior fragor. Mas desde então não cessou de crescer, acompanhada do roubo das terras dos que fugiam, por parte dos grupos de extrema-direita, e do assassínio dos seus líderes.

Setenta por cento dos fugitivos são camponeses. Os hectares roubados são entre quatro e seis milhões."

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobre a Grécia

A Grécia tem sido para mim um exemplo de como as coisas se podem complicar.
As notícias são muitas, muitas vezes desencontradas, filtradas, ligam-se acontecimentos que nada têm a ver entre si, enfim. Mas uma coisa me parece, lá bem no fundo algo está a mexer e a alastrar. E de que maneira.
E as causas profundas apontam no fundamental para o estado a que o capitalismo chegou. Os neo-liberais europeus e outros não se devem sentir muito à vontade. Bom, com as suas políticas são os responsáveis pelas situações. Por isso muitos deles querem vestir a pele de cordeiro, a começar por este jardim à beira-mar plantado.
Notícias e opiniões encontrei diversas. Eis aqui algumas diferentes das que se publicam na imprensa "normal":

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!


DESTAQUES:
Firmes na luta
10 anos após o Nobel da Literatura
Explosão social
Intervenções centrais
PCV apoia revisão constitucional

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração da FIR sobre o 60º aniversário da "Declaração Universal dos Direitos Humanos"

A "Declaração Universal dos Direitos Humanos" da Organização das Nações Unidas é um documento político central da história do pós-guerra.

A Federação Internacional dos Resistentes (FIR) - Associação Antifascista, relembra o facto de a fundação da ONU e a adopção desta declaração assentar na luta libertadora dos povos e das nações contra a barbárie fascista. Já na altura os sobreviventes do campo de concentração de Buchenwald exigiam, em Abril de 1945: "Criemos um novo mundo de paz e liberdade".
Estes princípios foram acolhidos na "Declaração Universal dos Direitos Humanos".

Os objectivos da declaração baseiam-se nos ideais da Revolução Francesa e nas suas proclamações de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

O fascismo, como ideologia e prática política, procurou reverter estes ideais. A acção comum dos povos na luta antifascista derrotou esta ameaça.

Sabemos que os princípios da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" não determinam presentemente a realidade política e social no mundo de hoje.

Não temos, contudo, razão para apontar o dedo em uma só direcção. Os direitos humanos não podem ser reduzidos à liberdade de expressão ou acesso à internet. Mesmo nas nações mais desenvolvidas industrialmente, os direitos e liberdades não são frequentemente assegurados, como, por exemplo, o direito ao trabalho e educação, direito a habitação condigna ou direito a protecção da discriminação racial.

A FIR e as suas associações membro pugnam hoje e no futuro pela implementação dos ideais da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" como um todo.
Estes direitos não são oferecidos. Tais direitos e liberdades são garantidos - tal como a experiência histórica nos ensina - apenas através da luta social. Os veteranos da luta antifascista e os antifascistas das gerações de hoje são companheiros combatentes em tal movimento.

Assim, o assinalar do 60º aniversário da "Declaração Universal dos Direitos Humanos" não é nenhuma "comemoração vazia", mas sim um pedido de acção por um mundo melhor.

President Michel Vanderborght

Secretary-General Dr. Ulrich Schneider

Berlim, 10 de Dezembro de 2008


In URAP.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CDU confiante em Cuba

Jerónimo participou em jantar com 600 pessoas
O PCP promoveu na vila de Cuba, no sábado, um jantar convívio que reuniu cerca de 600 pessoas e que teve a participação do secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa. Estiveram também presentes no pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Cuba, repleto, outros dirigentes nacionais, ... mais»
In "Alentejo Popular" on-line

domingo, 7 de dezembro de 2008

...e o treino foi anulado.

Numa época que se adivinha particularmente agitada, os treinos de qualquer equipa são fundamentais.

Tanto mais que é preciso uma grande unidade entre a Direcção, os órgãos sociais, a equipa técnica, os atletas e todo o pessoal de apoio, a fim de se conseguir atingir os objectivos, nomeadamente, ganhar o campeonato.

Mas tal tarefa não é fácil.

Talvez por isso, recentemente, no rescaldo da melhoria de iluminação de um dos "pelados", uma parte dos que atrás referi, onde se encontravam parte da equipa técnica, dos atletas e do pessoal de apoio, avançou-se com a ideia de fazer uma espécie de pré-inauguração ao "sintéctico" do campo principal que estava a ser concluído, o que mereceu desde logo o apoio de um dos membros da direcção a quem foi sugerido o assunto.

E desde logo se fez o plano do treino.

Abria com um ligeiro aquecimento, ensaiavam-se uns pontapés, fazia-se uma "relvadinha" com dois intervalos, e terminaria com uma terceira parte para retemperar as forças e o esforço dispendido.

Estava tudo certo, cada um dos presentes ficou de acertar com os não presentes para que tudo corresse lindamente.

Mas algo correu mal. O Presidente da Direcção ao saber de tal treino resolveu, pura e simplesmente anulá-lo.

Várias perguntas ficaram no ar.

O Presidente da Direcção também queria participar e ninguém lhe disse nada? Estaria lesionado? Tinha uma reunião importante a que não podia faltar? Ficou de burro por não ter participado no planeamento? Foi pressionado pelos órgãos sociais que também queriam fazer uma perninha? Ou simplesmente não quer que o pessoal se canse muito.

Espero que tal decisão não dê origem a chicotadas psicológicas. Por norma é a equipa técnica que paga as favas. Mas às vezes também mostra divergências sérias na Direcção.

O que for soará. Mais tarde logo se vê.

Post Scriptum: Esta é uma estória de ficção.
Qualquer semelhança com factos reais não é pura coincindência.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Proclamação de São Paulo – O socialismo é a alternativa!

O mundo está confrontado com uma grave crise econômica e financeira de grandes proporções.
Uma crise do capitalismo, indissociável da sua natureza própria e das suas insanáveis contradições, porventura a mais grave desde a Grande Depressão iniciada com o crash de 1929.
Como sempre são os trabalhadores e os povos as suas principais vítimas.

A presente crise é expressão de uma crise mais profunda, intrínseca ao sistema capitalista, que evidencia seus limites históricos e a exigência da sua superação revolucionária. Ela representa grandes perigos de regressão social e democrática e constitui, como a história demonstra, base para movimentos autoritários e militaristas em relação aos quais se impõe a maior vigilância dos Partidos comunistas e de todas as forças democráticas e anti-imperialistas.

Ao mesmo tempo que se mobilizam milionários recursos públicos para salvar os responsáveis por esta crise – o grande capital, a alta finança, os especuladores - o que se anuncia para os operários, camponeses, camadas médias e todos quantos vivem do seu trabalho e sufocam sob o peso dos monopólios é mais exploração, mais desemprego, mais baixos salários e pensões, mais insegurança, mais fome e mais miséria.

Poderosas campanhas de diversionismo ideológico procuram iludir as reais causas da crise e fechar as portas a saídas no interesse das massas populares e a favor de um novo balanço de forças, uma nova ordem internacional para os trabalhadores, as forças populares, da solidariedade internacional e da amizade entre os povos. As grandes potências capitalistas, a começar pelos EUA, a União Européia e o Japão, com as instituições internacionais que dominam – FMI, Banco Mundial, Banco Central Europeu, Otan e outras – e instrumentalizando a própria ONU, trabalham freneticamente em “soluções”, que sendo elas próprias sementes de novas crises, procuram no imediato salvar o sistema e reforçar os mecanismos de exploração e opressão imperialista.

Com o recurso a bodes expiatórios, e insistindo em falsas e já falhadas opções de “regulação”, “humanização” e “reforma” do capitalismo, procura-se mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. Os partidos do capital demarcam-se apressadamente dos dogmas do “Consenso de Washington” que alimentaram a brutal financeirização da economia.
A social-democracia, disfarçando a sua rendição ao neoliberalismo e a sua transformação em pilar do imperialismo, tenta um extemporâneo regresso a medidas de “regulação” de tipo keynesiano que deixam intactas a natureza de classe do poder e as relações de propriedade e que visam objetivamente retirar espaço à afirmação de alternativas revolucionárias dos trabalhadores e dos povos.

Mas uma tal perspectiva não é uma fatalidade.

Como outros momentos da História já o demonstraram, os trabalhadores e os povos podem, se unidos, determinar o curso dos acontecimentos econômicos, sociais e políticos, arrancar ao grande capital importantes concessões no interesse das massas, impedir desenvolvimentos em direção ao fascismo e à guerra e abrir caminho a profundas transformações de caráter progressista e mesmo revolucionário.

O quadro internacional é de uma profunda agudização da luta de classes. A humanidade atravessa um dos momentos mais difíceis e complexos de sua história; uma crise econômica global, que coincide simultaneamente com uma crise energética, outra alimentar e com uma grave crise do meio-ambiente; um mundo com profundas injustiças e desigualdades, com guerras e conflitos. Um cenário de encruzilhada histórica, em que duas tendências antípodas se manifestam. Por um lado, grandes perigos para a paz, a soberania, a democracia, os direitos dos povos e dos trabalhadores. Por outro, imensas potencialidades de luta e de avanço da causa libertadora dos trabalhadores e dos povos, a causa do progresso social e da paz, a causa do socialismo e do comunismo.

Os Partidos Comunistas e Operários reunidos no seu 10º Encontro, realizado em São Paulo, saúdam as lutas populares que se desenvolvem por todo o mundo, contra a exploração e a opressão imperialistas, contra os crescentes ataques às conquistas históricas do movimento operário, contra a ofensiva militarista e anti-democrática do Imperialismo.

Sublinhando que a bancarrota do neoliberalismo não representa apenas o fracasso de uma política de administração do capitalismo mas o fracasso do próprio capitalismo e seguros da superioridade dos ideais e do projeto dos comunistas, afirmamos que a resposta às aspirações libertadoras dos trabalhadores e dos povos só pode ser encontrada em ruptura com o poder do grande capital, com os blocos e alianças imperialistas, com profundas transformações de caráter antimonopolista e libertador.

Com a convicção profunda de que o socialismo é a alternativa, o caminho para a verdadeira e total independência dos povos, para a afirmação dos direitos dos trabalhadores e o único meio de pôr termo às destruidoras crises do capitalismo, apelamos à classe operária, aos trabalhadores e aos povos de todo o mundo que se juntem à luta dos comunistas e revolucionários e que, unidos em torno dos seus interesses de classe e justas aspirações, tomem nas suas mãos a construção de um futuro de prosperidade, justiça e paz para a Humanidade.
Nesse sentido, estão surgindo condições para reunir a resistência e as lutas populares num amplo movimento contra as políticas capitalistas aplicadas na crise e as agressões imperialistas que ameaçam a paz.

Certos de que é possível um outro mundo, livre da exploração e da opressão de classe do capital, proclamamos o nosso empenho em prosseguir a caminhada histórica pela construção de uma sociedade nova liberta da exploração e da opressão de classe, o Socialismo.

São Paulo, 23 de novembro de 2008.
O 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários.
Ver mais aqui e aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
XVIII Congress aprova Resolução Política e elege novo Comité Central
Um grande Partido!
Reportagem do Congresso
Unidade e determinação
Intervenção de abertura
«Este é o Partido que temos e o Partido que somos» - Jerónimo de Sousa
Intervenções centrais
Intervenções na tribuna do Congresso
Intervenção de encerramento
Sim, é possível! - Jerónimo de Sousa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mais uma extraordinária aula de cidadania!

Há bocado desloquei-me à segurança social para tratar de um assunto. Não correu bem. Tenho de lá voltar.

Mas foi maravilhoso. Olhar para a Escola Secundária Rainha Santa Isabel e ver as cortinas das saulas de aula fechadas. Que bela imagem.

Os professores voltaram a dar uma grande aula de cidadania que, oxalá, sirva de exemplo a todos nós. Depois dos 100 mil e dos 120 mil esta é talvez a maior aula que os professores poderiam dar.

Parece que um ou outro compareceu. Já nem sequer se pode dizer "os do costume". É verdade, que eles se sintam intimidados. Mas pela sua falta de consciência ou por outras razões que eu nem quero mencionar.

A função do professor é ensinar. Por favor deixem os professores ensinar, não os embrulhem em papéis para avaliações obtusas e sem sentido, não lhe destruam os direitos.

E já agora. Quem faz uma boa escola são os seus professores e os seus funcionários. Não lhe criem problemas nem lhes desestabilizem a vida.

Se alguém está a mais nesta história é o Ministério da Educação e o Governo. Sendo assim o melhor é irem embora.

Solidariedade com os professores

Hoje é dia de greve nacional dos professores.

Como pai e como cidadão a minha solidariedade total para com os professores em geve.

Há por aí uns que falam em intimidações. Eles sabem do que falam. Alguns até são especialistas em intimidar...

Mas chegou um tempo em que as intimidações (por parte de quem tem ou pensa que tem poder) estão como as acções... Em baixa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Apontamentos sobre o Congresso

Chegado ao fim de mais um Congresso do PCP, não queria deixar de a ele me referir, através de alguns apontamentos.

1º - De suplente e convidado passei a delegado. Algumas coisas que tinha previsto não se concretizaram, pelo menos integralmente.

2º - Como habitualmente comprei jornais. É interessante saber o que dizem porque, salvo raras e honrosas excepções, não informam. Inventam, aldrabam, trocam as mãos. Sobre esta matéria deixarei mais adiante alguns links de quem de forma mais aberta ou mais subtil tratou destas questões.

3º - O edifício da Praça de Touros pareceu-me bem. De facto, sem alterações substanciais de organização do espaço que dele conhecia, está funcional e bem aproveitado.

4º - A zona inferior corresponde ao que é normal num moderno centro comercial. Para além das lojas ditas normais, por lá andam os burgers, as pizzas, as salsichas, etc. Por isso nada de especial a registar.

5º - Sobre a cobertura uma nota muito especial. A certa altura uma boa parte, senão a grande maioria, dos delegados começou a olhar para cima. É que estávamos a ser atingidos por pedrisco. Fez-me lembrar a história de quando éramos miúdos e faziamos uma pequena ferida num dedo.
Havia logo quem dissesse que por ali saíam as tripas grossas e que as miúdas não cabiam.
De facto, por ali entrou o pedrisco mas a água que chovia não.

6º - Notícias tristes também aconteceram. Para além do falecimento da avó de uma camarada que era delegada por Estremoz, e que levou a que tivesse de a substituir, faleceu no local uma convidada. São sempre momentos que nos trazem tristeza.

7º - Mais uma vez, como não poderia deixar de ser, as intervenções dos delegados trouxeram até nós a realidade que somos e as lutas que travamos. E ficámos a saber um bocadinho mais. Quem vê os congressos de outros partidos nada se compara. De facto, as preocupações, os interesses, a forma de ver o mundo é mesmo outra. Até a participação nas sessões é diferente. Delegados a falar para cadeiras vazias ali não houve.

8º - Encontrei muita gente conhecida. Outros só agora os estou a ver em fotografias. Aquilo era muita gente.

9º - Das intervenções do distrito destacaria a de Vasco Lino em nome da Organização Regional de Évora e a de Hortênsia Menino sobre a defesa dos serviços públicos no concelho de Montemor-o-Novo.

10º Como o prometido é devido aqui vão os tais links:

Em "o tempo das cerejas*", Vítor Dias escreve:
Falar de corda em casa do enforcado
Quem não muda em nada e não cede em nada
Por favor ou por amor de Deus
Expliquem aqui ao jovem, inexperiente e apolítico
Jerónimo de Sousa no encerramento do Congresso
Palavras finais para um combate que continua !
Delegados ao XVIII Congresso do PCP
Contra ideias feitas
Um estatuto de excepção para...
... as flores de estufa
Algumas primeiras páginas
No pasa nada !
Glórias do jornalismo português
Uma notícia trapalhona (se não for coisa pior...)

Em "Cravo de Abril", Fernando Samuel escreve:
João Filipe Rodrigues escreve:

Em "A Sedição Controlada", Ivo Rafael Silva escreve:

Em "Movimento das Palavras Armadas", Joroca escreve:

Em "Dos Prazeres para a Graça", Orlando Gonçalves escreve:

Em "Cantigueiro", Samuel escreve:

Em "Vermelho Vivo", vermelho vivo escreve:

Em "Jangada de Pedra", André Levy escreve:

Em "Isto tem dias"", Ana Camarra escreve:

Em "Anónimo do Século XXI", Sérgio Ribeiro escreve:

Estes são exemplos de referências. Haverá muitos outros. Daí que faz todo o sentido este trecho da intervenção de Jerónimo de Sousa:

"Os que vivem da coisa mediática, da divergência, da zanga, ficam desiludidos porque não houve “cenas de faca e alguidar” e “guerras de alecrim e manjerona”, antes grande convergência nas análises e nas votações. Percam preconceitos. Comparem a profundidade das análises, o conhecimento da realidade, as propostas, o projecto que nos anima e depois julguem.Talvez não entendam o valor que tem o envolvimento directo e participativo de mais de 26 mil militantes que agarraram no projecto como seu, discutindo e reflectindo com outros camaradas no que seria melhor para o Partido, para os trabalhadores, para o povo e para o País – propondo, questionando, sugerindo e decidindo".

domingo, 30 de novembro de 2008

Uma homenagem sentida

"Uma homenagem quente, num dia frio, a homenagem que os Comunistas de Portugal prestaram hoje a Álvaro Cunhal", escrevia ontem o "Canhotices".

Não estava presente quando tal aconteceu. E tive pena.

Um acontecimento familiar com um delegado obrigou-me a vir a Estremoz acompanhá-lo e posteriormene voltar ao Congresso e ocupar o seu lugar enquanto suplente. Mas teve que ser assim.

Se alguém acompanhou o directo então pode assistir.

De qualquer modo aqui deixo o vídeo.

sábado, 29 de novembro de 2008

XVIII CONGRESSO: Por Abril, Pelo Socialismo, UM PARTIDO MAIS FORTE




Inicia-se hoje o XVIII Congresso do PCP, sob o lema: Por Abril, Pelo Socialismo, um Partido Mais Forte.

Irei lá estar como convidado e será uma altura importante para rever amigos, companheiros de luta, camaradas.
Como convidado tenho a vantagem de poder circular pelo espaço circundante onde o congresso funciona, realizar algumas amenas cavaqueiras ou ir beber um copo e tirar um petisco quando me apetecer.

Irei rever igualmente o Campo Pequeno e estou curioso.
A última vez que lá estive estava em avançado estado de degradação.
Hoje é um espaço completamente renovado. Para saber mais clique aqui.

Sobre o Congresso quem quiser acompanhar fica já a saber. A partir das 10.30 de hoje e durante os três dias basta aceder aqui: http://www.pcp.pt/


E não me venham dizer que o meu partido não é democrático. Isso é uma ofensa. É que nós tratamos as coisas a sério.

Fala uma voz com anos de experiência de divergência.

E penso que tenho estado correcto. Mas às vezes as decisões são outras. Paciência. Só o tempo confirmará a minha razão ou não.
Viva o PCP e a sua luta, por um mundo melhor. E precisamos de mais gente. Até és uma pessoa séria e só queremos pessoas sérias. Porque não alinhas? Contamos contigo!!!!!

E não somos o detentor da verdade. Nem queremos. Mas que o que acontece ajuda, lá isso ajuda e muito.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Filhos da terra

É costume os filhos da terra não esquecerem o local onde nasceram.
Embora nem toda a gente seja assim há alguns que de facto merecem essa designação.
Mas já lá irei.
É também costume nos tempos que correm dizer-se que ser da cor do poder é melhor para ver se se consegue alguma coisita para a terra.
Aqui nem sempre é bem assim e estamos cheios desses exemplos.
É algo que sempre detestei porque, além de não corresponder à verdade, poderá levar a um tratamento desigual, escondendo incapacidades e incompetências, atrofia o trabalho dos que verdadeiramente se interessam pela resolução dos problemas, ou oculta os verdadeiros interesses em jogo.
E disso estou a ficar cada vez mais farto.
Mas eu queria era falar dos filhos da terra.
Eis um bom exemplo aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Começa no sábado o XVIII Congresso
Por Abril, pelo Socialismo um Partido mais forte
Realidade do País desmente manipulação
A caminho da recessão
Orçamento do Estado
Injustiças e desigualdades

terça-feira, 25 de novembro de 2008

És tu??

Contrariando a propaganda do governo de Sócrates, soubemos hoje que, a área da saúde perdeu 11% dos seus funcionários, desde 2005 até hoje, nada comparado com os 30% de redução na cultura, números que ratificam a intenção de privatização de todos os serviços que garantem os direitos do povo Português e assim o seu futuro.
Por outra parte, constatamos que o desemprego voltou a aumentar; na ordem dos 0,5%, atirando mais trabalhadores para as listas de desempregados sem direitos que cada dia representam um colectivo maior, com menos possibilidades de fazer ouvir as suas vozes, expostos, sem opções, à vontade de um grande número de patrões que aproveitam as carências derivadas dessa situação para “legislar” - no âmbito do seu negócio – as leis que lhes resultem mais favoráveis, apoiando o governo, indirectamente, tal perversão.
No relativo à promessa de Sócrates, no sentido promover 150.000 postos de trabalho, verificamos hoje que, 300.000 trabalhadores necessitam 2 empregos para poder dar de comer às suas famílias, resultando esta concentração em, maior índice de acidentes laborais, um relacionamento familiar pautado pela tensão derivada da condição de escravo impotente, enquanto à exigência e usufruto dos direitos humanos concerne, obrigando a que 150.000 trabalhadores engrossem o portfolio do IEFP, tornando-se assim potencial mão-de-obra barata e condicionada pela legislação, a qual, promulgada pelos governos dos 32 últimos anos, considera os desempregados um lastre incomodo e aos quais não se lhe reservam mais direitos que aceitar que a sua vida penda dos caprichos de quem pactua com os interesses do latifúndio.
Considerando esta realidade, pergunto:
Será prioritária a preocupação pelo meio ambiente – mesmo sem desvirtuar a sua importância – quando assistimos a este espólio da condição humana, sabendo que, por exemplo, se investem bilhões em aventuras espaciais, deixando perecer milhares de seres pela fome que reflecte os erros do sistema capitalista, e mais, sabendo que, com a provada expansão do universo, dentro de alguns anos nem sequer veremos estrelas no céu?
Não deveriamos aceitar que, em ordem a aspirar a um futuro digno, a preocupação fundamental devia ser a consciencialização do ser humano, aproximando a cada um de nós a noção de não estarmos sós e que por tal o nosso caminho depende da força da união do povo, alterando um paradigma que não nos permite distanciar dos mais odiados animais, como por exemplo, os ratos, sobre os quais, em algumas investigações revelam essa necessidade, sobretudo – e esta é uma experiencia que me é muito próxima – quando durante semanas, de forma aleatória, induzimos uma corrente em 5 exemplares, dando a um a possibilidade de desligar o circuito e que este a tal possibilidade se negue, aceitando a morte dos seus semelhantes e a sua, ainda sobrevivendo mais 2 semanas só pelo facto de se saber dono da sua vontade?
Vamos continuar aceitando esta realidade dogmática, da mesma forma que, por exemplo, em 1969, os Haitianos, os quais, reunidos diante da residência do seu chefe de estado, um tal de Papadoc, se resignam a voltar a casa e a continuar vivendo na escravidão só porque este, quando saiu à varanda afirmou ser invisível?
Continuaremos conivêntes com o enriquecimento de alguns, qual carneiros calados, fechados num cercado no qual esperamos pela "benevolência" dos pastores, que nos atiram o suficiente para que possamos continuar a produzir a lã que os protege das inclemências?
Afinal, somos mesmo conscientes da nossa condição?
Queremos usufruir de uma vida segundo a nossa concepção ideal sem contemplar que o vizinho também existe, e que, seguramente, é com ele que discutiremos as regras de convivência comunitárias, ou que, será com os seus filhos que os nossos se integrarão na sociedade, que a reciprocidade é inerente à nossa existência?
Somos conscientes que, ao contrário do que defende o sionista Alen, incluso depois de mortos influímos neste mundo, se não esquecermos que o corpo é matéria e que os átomos não desaparecem?
Por que razão continuamos a temer levantar a voz, encetar um caminho conjunto, prescindir do medo que a corja promove a través da repressão física e demagógica, esperando que o brilho das coroas destes despóticos, arrogantes e vis governantes no ilumine o futuro se a tal não opusermos a liberdade?
Passaremos a vida olhando para o espelho, quando nos dispômos a entrar nessa roda viva que nos afirma vivos, penteando-nos como quem nos obriga a parecermos-lhes, como manequins sem identidade?
Em 2009 poderemos justificar ser uma espécie única, detentores da capacidade de sonhar, poderemos reclamar nas urnas a igualdade.
Publicado em "Ai Portugal Portugal!"

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Minas de Aljustrel sob ameaça de fecho
Governo sem palavra
Tribunal de Viseu
Ataque à democracia
10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários
A alternativa é o socialismo

Eleições na Escola Secundária para a Associação de Estudantes


Hoje é dia de eleições para os órgãos da Associação de Estudantes da Escola Secundária Rainha Santa Isabel, de Estremoz.
Para os que nela hoje intervêm serão os primeiros passos na participação cívica e democrática.
Mais tarde, e pela vida fora, irão participar mais vezes noutras eleições, onde escolherão opções que determinarão as suas vidas. Oxalá escolham melhor que as gerações que os antecederam e contribuam para ajudar a mudar de rumo, saindo do imbróglio em que os governantes deste país nos meteram.

São acontecimentos que me fazem lembrar outros tempos, por onde também andei, com estórias maravilhosas, e onde aprendi bastante. Outros tempos.

Ao acto concorrem duas listas: A e C. A minha preferência vai, óbviamente, para a C.

A verdadeira razão desta opção poderá não ser a que algumas cabeças de vento estarão a pensar. Ou será?

O Militante

Foi publicada e encontra-se à venda a edição de Nov/Dez da revista "O Militante".
Em Estremoz ela encontra-se à venda em algumas papelarias da cidade.

Artigos neste número:
Tudo para o êxito do XVIII Congresso!
Festa da luta, do reforço do Partido, Festa da Alegria
Esta força que vem de longe
Nove registos para uma Festa de três dias: Festa do Avante! na comunicação social
Por trabalho com direitos: A luta continua
Norte, tecido produtivo em regressão - Problemas sociais agravados
Forças Armadas - O fim do Serviço Militar Obrigatório
1 de Novembro de 1908 - A monarquia perde a Câmara de Lisboa
III Congresso do PCP: Significado e importância
II Tomo das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal: Uma obra inspiradora
Crise anunciada
Imigração: Importância e impacto social
Deriva securitária do Capital...
O Cáucaso como pretexto - A escalada imperialista contra a Rússia
Comunicado do CC do PCP

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ser professor, é uma profissão nobre!

Quando publiquei o penúltimo post chamava a atenção para atitudes, comportamentos ou estados de espírito cada vez mais frequentes nas sociedades actuais, aos diversos níveis, que deveriam preocupar o mais despreocupado dos cidadãos.

Os casos acumulam-se e vão muito além do que vai surgindo na comunicação social ou chega ao nosso conhecimento, directa ou indirectamente.

No entanto vão surgindo horizontes de esperança e temos assistido, a cada dia que passa e um pouco por todo o lado, a um elevar da consciência de muitos cidadãos.

No entanto há situações que me causam uma emoção estranha.

Publicado no "Barreiro por Sensei", sob o título "Ser professor, é uma profissão nobre!" é uma dessas.

Ler aqui ou aqui.

Na próxima sexta-feira dia 21


Administração Pública em luta!
Exigimos aumento real dos salários, defendemos o emprego público e os direitos.
Ficheiros relacionados: Ver comunicado Ver cartaz

Lá vou eu para Lisboa!!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A "lei" do medo e a liberdade

Na RTP foi noticiado assim:

"Reforma trucida funcionários que não aderem.
O secretário de Estado da Administração Pública diz que os trabalhadores que não aderirem à reforma vão ser "trucidados".
Os sindicatos não gostaram da expressão e exigem um pedido de desculpas."

E no "Correio da Manhã" assim:

«O secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, diz que o "mítico dia 1 de Janeiro de 2009" não marcará o início da reforma da Administração Pública, porque ela "já está no terreno" e alerta que quem não cumprir as exigências que a lei impõe "será trucidado".
"Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados", afirmou o governante, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública.
Para Castilho dos Santos, os funcionários devem ter a noção de que "a reforma já não pode andar para trás", pelo que "trucidará quem não estiver com ela".»

Esta não é uma situação nova. Muita gente já sentiu, aos mais variados níveis, normalmente em gestões do PS mas não só, seja no governo ou noutras, este tipo, e outros, de ameaças, sempre na tentativa de calar quem deles discorda ou tem opiniões diferentes.

A diferença é a forma. Quem em cada lugar se dedica a esta actividade, uma espécie de bullying* para adultos, fazem-no normalmente em conversas individuais com as pessoas que querem atingir.
Aqui tentou-se ao molho, talvez por pensarem que é mais eficaz e dar menos trabalho.

Caberá, naturalmente, a quem já sentiu na pele estas situações trabalhar para impedir que elas aconteçam, caso contrário, passarão o resto das suas vidas de cócoras, lambendo as botas deste tipo de gente e sempre sujeitos a que as ameaças se cumpram.

Dar combate a esta "lei" do medo que nos querem impor é acima de tudo um acto de luta pela liberdade, a que os cidadãos não devem ficar indiferentes.

* O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os actos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

sábado, 15 de novembro de 2008

Solidariedades

Hoje à tarde estive em São Lourenço de Mamporcão.
Após uma verdadeira gincana entre os buracos com alcatrão lá cheguei ao meu destino, o Centro de Dia, para participar na Assembleia Geral da Associação de Amigos da Terceira Idade de S. Lourenço, que acabei por dirigir, dada a ausência, devidamente justificada, do Alberto.
Como fui o primeiro a chegar e após algum tempo de espera pelos membros da Direcção, que não apareciam, lá soube onde estavam e fui ter com eles.
Novamente lá me meti nos buracos com alcatrão, virando à esquerda e à direita, o que não impediu que tivesse acertado em alguns.
Estavam a ultimar os preparativos para a sessão de fados que neste momento se está a realizar, tendo dado uma ajuda, até à hora da Assembleia.
Chegada a hora da Assembleia lá fui eu outra vez.
Virei à esquerda e à direita, o meu carrito velhote levou mais umas porradas, mas não houve azar de maior.
A Assembleia correu bem, terminou e voltei outra vez para os últimos retoques no casão onde os fados se iam realizar.
Nova gincana mas desta vez consegui acertar em menos.
Da Assembleia gostaria de registar e solidarizar-me com o apelo da Direcção no sentido de se continuar com a campanha dos 75 mil euros de apoio à construção dos quartos, obra que está bastante avançada, apesar de estar a ser feita apenas com fundos próprios e ajudas de amigos.
Enquanto se espera um eventual apoio da Segurança Social e de outras entidades, teve de se avançar para um empréstimo, há poucos dias contratualizado, para satisfazer compromissos emergentes que decorrem da sua construção.
Todos os amigos destas andanças, blogs ou solidariedade, que queiram participar na campanha dos 75 mil euros, ou através de outras ajudas, devem contactar o Centro de Dia através do telefone 268 919 119.
Quanto ao buracos com alcatrão, quando lá for novamente, prometo que tentarei só acertar no alcatrão.
Mas não garanto nada.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eficácia PS ou ineficácia governativa?

"Podem alguns atribuir aos comunistas todos os defeitos e mais alguns. Mas, francamente, mesmo entre esses, há alguém que esteja a ver os ministros e secretários de Estado comunistas nos Governos Provisórios a divulgar primeiro no Avante ! documentos de origem e autoria governamental ?"

Assim acaba este texto da autoria de Vítor Dias em "o tempo das cerejas* " e que o próprio sugere que se leia com toda a atenção.

Palavras para quê?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Os subversivos

O Luís e a Catarina foram condenados esta terça-feira, 11 de Novembro de 2008, pelo «crime de dano qualificado de bem público».

A sentença, proferida por uma juíza do Tribunal de Viseu, foi ditada 34 anos, 6 meses e 17 dias depois do derrube do fascismo nessa data histórica de 25 de Abril de 1974.

O Luís e a Catarina – com 26 e 24 anos, respectivamente – não viveram esses tempos exaltantes em que o povo saiu à rua a festejar a liberdade, em que os militares traziam cravos vermelhos nos canos das espingardas, em que os fascistas fugiam para os «brasis» da época como ratos à procura de toca.

O Luís e a Catarina também não viram a festa das primeiras eleições livres nem celebraram a aprovação da Constituição democrática, tal como não assistiram ao fim da guerra colonial nem à libertação dos presos políticos, nem à Reforma Agrária, nem às nacionalizações, nem a tantas outras coisas fruto da Revolução de Abril que deram dignidade à vida dos trabalhadores e do povo português.

O Luís e a Catarina não existiam ainda no 11 de Março nem no 25 de Novembro, mas quando abriram os olhos para a vida, quando ensaiaram os primeiros passos, quando balbuciaram as primeiras palavras, quando escreveram as primeiras letras, quando começaram a sonhar o futuro tiveram sempre uma rádio, uma televisão, um jornal, um Governo a garantir-lhes que viviam numa democracia.

Eventualmente, aprenderam na escola que a Constituição portuguesa consagra direitos, liberdades e garantias a todos os cidadãos, incluindo a liberdade de expressão.

O Luís e Catarina aprenderam por certo muitas coisas nas suas jovens vidas.

Cresceram, fizeram opções, tomaram partido.

E num dia de Abril de 2006, na qualidade de cidadãos livres que escolheram militar na Juventude Comunista, saíram à rua para pintar num viaduto de Viseu, a grande transgressão das suas vidas: «8.º congresso da JCP. Transformar o sonho em vida. 20 e 21 de Maio. Vila Nova de Gaia».

A Câmara/PSD denunciou a pintura, a PSP apreendeu-lhes o material e identificou-os, o Ministério Público acusou-os de crime, o Tribunal de Viseu condenou-os.

O Luís e a Catarina são um perigo público que é preciso combater: acreditam na liberdade.

Anabela Fino no jornal "Avante"


Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Professores chumbaram o Governo
A teoria e a acção de um revolucionário exemplar
Socializar prejuizos
Significado universal

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Veiros: População pelo direito à saúde

Questões relacionadas com a saúde motivaram abaixo assinado em Veiros e foi objecto de notícia no "Portugal em directo" da RTP1.

domingo, 9 de novembro de 2008

Serão os professores fundamentais na derrota do PS e das suas políticas?

Mais de 120 mil professores portugueses manifestaram-se em Lisboa no dia 8 de Novembro, o que se tornou na maior manifestação nacional de sempre dos professores, ultrapassando a de 8 de Março deste ano.
Ao longo de todo o percurso, desde o Terreiro do Paço até o Marquês de Pombal, a multidão foi compacta desde as 15 até às 19 horas.
A arrogância e a intransigência do governo Sócrates e da sua ministra da educação tiveram uma resposta à altura.
Há algo que transcende o que até agora aconteceu. Serão os professores que irão derrotar o governo PS/Sócrates?
Isso não sei. Mas se estão para chatear que chateiem os gajos a sério.
VOTEM CDU EM TODAS AS ELEIÇÕES.
É remédio santo.

Vão ver que estes governantes dos banqueiros e afins até se passam...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Viva o 7 de Novembro!

Como no ano passado.
Como há dois anos.
Como sempre. Desde há 91 anos.
Como no futuro. Para o futuro!


Publicado em ANÓNIMO SEC.XXI

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Faltam 3 semanas parao XVIII Congresso
Avançar e crescer
OE não responde à crise
A memória dos Congressos do PCP – o VII e o VIII
Revolução e contra-revolução

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

NACIONALIZAÇÃO DO BPN

Neste fim de semana (03/Novembro) o governo anunciou a proposta de nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN).
O Banco de Portugal identificou ali "operações clandestinas de centenas de milhões de euros" .
Em toda a parte é a mesma história, seja Portugal, EUA ou alhures: contabilidades paralelas e negócios escusos, os quais são altamente facilitados pelos paraísos fiscais offshore.
Verifica-se, como matéria de facto, que o sistema bancário privado é estruturalmente predador e desonesto — não serve aos interesses das sociedades em que estão implantados, serve-se delas.
Bem fez o grande General Vasco Gonçalves, em 1975, ao nacionalizar toda a banca portuguesa.
A sua re-privatização posterior é um ónus que pesa sobre Portugal, debilitando-o para o enfrentamento da crise capitalista mundial que agora se inicia.

Publicado em http://resistir.info/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Hoje há Avante!


DESTAQUES:
A crise do capitalismo e a actualidade do socialismo
Bater o Código com a luta

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Açores: PS perde 1 em cada 4 votos

UMA TENDÊNCIA QUE SE MANTÉM

Recentemente li nos comentários de um blog de Estremoz que desde os anos de 2006, 2007 e 2008 o PS vinha perdendo, de forma muito significativa, os seus eleitores. E que houve mesmo situações em que essas perdas foram colossais.

De facto o ambiente de condenação das políticas do PS tem-se verificado em tudo o que tem sido eleições (até aqui intercalares).

A perda de 15.063 votos (curiosamente um valor idêntico ao aumento de abstenções, 15.346) e de 7 pontos percentuais, correspondente na prática a mais de 30 por cento da sua massa eleitoral, e representa a perda de 1 em cada 4 votos.

Esta condenação só não conheceu maior dimensão eleitoral devido ao enorme caudal de meios postos ao serviço da campanha do PS, da intolerável acção de coacção e chantagem económica e social sobre os eleitores, da compra de votos e consciências e da abusiva utilização do aparelho de Estado regional ao serviço dos objectivos e da estratégia eleitoral do partido do Governo.

O PSD também não ficou melhor. Se considerarmos a soma dos votos do PSD com o CDS/PP verificamos que terá exististido uma perda superior a 10 por cento, ou seja 1 em cada 10 votos.

Os pequenos partidos beneficiaram deste descontentamento com subidas assinaláveis. O BE acabou por ser o grande beneficiário do descontentamento passando para quarta força política e elegendo dois deputados.

Deixei para o fim a CDU. Mantem no essencial a sua votação (perde menos de 5 por cento) e volta a eleger um deputado, passando a quinta força política no arquipélago.

Mais uma vez se coloca a questão. Como se manifesta o descontentamento? Nos Açores foi claramente pela abstenção, só que, no fundamental, não alterou nada. Apesar das enormes perdas o PS continua no Governo com maioria absoluta e irá continuar como até aqui. O PSD é cada vez menos alternativa a coisa nenhuma.

Por isso continuo a pensar que a melhor forma de manifestar o descontentamento é votar-se naqueles que o PS e o PSD não querem ver no governo (ou autarquia). E aí o verdadeiro protesto é o voto CDU. Para o próximo ano é de fazer perceber esta necessidade. Só assim é possível alterar as políticas e os comportamentos.

 
RESISTIR POR UM MUNDO MELHOR