sábado, 8 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O apoio ao TGV

Depois de tanto ter passado, em roda-pé televisivo, o apoio do PCP ao TGV, espero que tenha ficado claro - bem como outras coisas - que esse apoio tem 3 condições cumulativas:

Será no quadro do apoio ao investimento público (por favor, um mínimo de honestidade, srs. economistas de serviço: parem com as confusões entre investimento público e despesa pública!);

Será no contexto da valorização de toda a rede ferroviária nacional;

Desde que o o projecto incorpore indústria e trabalho vivo nacional.

Foi assim que ouvi (o que já tinha lido, pelo que apenas confirmei).

E garanto que estava muito atento, apesar dos esforços da D. Judite para que não ficasse claro o que é claríssimo, e o Jerónimo claramente disse!

Como tudo a que respondeu.

Com toda a clareza!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Hoje há Avante!

DESTAQUES:
Derrotar uma nova e perigosa ofensiva contra os trabalhadores e a soberania nacional
 
Afirma-se na luta a força do 1.º de Maio

Nas comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, a CGTP-IN apelou ao prosseguimento dos combates diários contra novos sacrifícios para quem trabalha, impostos em nome de uma crise que torna ainda mais ricos os senhores do grande capital.
Para 29 de Maio foi anunciada uma grande manifestação nacional.
Avaliações justas
Representantes da Fenprof concentraram-se frente à residência oficial de Sócrates, exigindo a retirada da actual avaliação nos concursos.
Acusados de passividade
Jerónimo de Sousa classificou de «roubo a Portugal de centenas de milhões de euros, para não dizer milhares de milhões» o negócio das dívidas dos Estados. Ensino profissional
A luta dos estudantes
A JCP está a aumentar a sua influência entre os estudantes das escolas profissionais, que lutam pela conquista de melhores condições.
Um marco na História pleno de actualidade
A assinalar os 120 anos das primeiras manifestações do 1.º de Maio, o PCP promoveu uma sessão pública em que intervieram José Ernesto Cartaxo, Graciete Cruz, Ilda Figueiredo, Francisco Lopes e Jerónimo de Sousa.

Limite ultrapassado
Os trabalhadores gregos estiveram ontem, quarta-feira, 5, em greve geral contra as medidas draconianas do governo, decidido a reduzir à pobreza amplas camadas da população para salvação do capital.
Contra a Crise
Milhões de trabalhadores assinalaram a data com grandes acções de protesto contra o pagamento da factura da crise do capital.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

ERRAR É HUMANO

A ideia da excelência do «privado» e da sua supremacia absoluta em relação ao «público» tem sido sistematicamente difundida (através dos média privados...) pelos propagandistas privados ao serviço da política de direita.

Tal ideia é um dos vários «argumentos» utilizados na defesa das privatizações - ou seja, da entrega ao «privado», ao preço da uva mijona, de tudo o que dá lucro - e da permanência na posse do «público» de tudo o que dá prejuízo...

A realidade mostra com frequência a falsidade dessa ideia, mas nunca os tais propagandistas privados reconhecem a realidade.

Vimos, por exemplo, como a comparação «público/privado» foi cuidadosamente ocultada nas muitas noticias sobre os casos BPN e BPP - exemplos bem elucidativos da tão apregoada «excelência do privado»...

E a verdade é que todos os dias nos chegam notícias demonstrativas da incomensurável capacidade do «privado» para angariar lucros, seja à conta de quem trabalha e vive do seu trabalho, seja à conta do «público», isto é, do Estado.

Eis, de entre os casos que vão sendo conhecidos, o mais recente:

a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) detectou uma série daquilo a que, delicadamente, chama «irregularidades», ou «divergências» ou «desconformidades», na facturação ao Estado oriunda de «22 unidades convencionadas com o Serviço Nacional de Saúde» (SNS), ou seja clínicas privadas às quais o SNS recorre.

As «iregulariadades, divergências ou desconformidades», segundo a IGAS, são muitas e diversificadas:

Serviços cobrados mais do que uma vez;

Casos em que, tendo sido prescrito apenas um exame, são feitos (?) e facturados dois;

Disparidade de preços que fazem com que, por exemplo, algumas dessas clínicas cobrem 41, 34 euros por um exame que deveria custar, no máximo, 18, 66 euros... enfim, uma infinidade de serviços «mal facturados», que custaram ao Estado uma importância que a IGAS, infelizmente, não quantificou...

Que concluir de tudo isto?

Atenção: nada de conclusões precipitadas.

E tenhamos em conta que, como «esclareceu uma fonte do Ministério da Saúde», trata-se de «erros e não de fraudes»...

Pronto, se assim é não há problema - tanto mais que, como toda a gente sabe, errar é humano...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As seis senhoras cubanas…

Realizou-se no passado sábado em Lisboa um debate promovido pela Associação de Amizade Portugal-Cuba onde participaram mais de uma centena de pessoas, além de conhecidos e conhecedores oradores, entre os quais o embaixador de Cuba em Portugal.

À excepção do Avante! nem um único órgão de comunicação marcou ali presença.

Estávamos nós em pleno gozo do nosso direito à indignação face a mais este boicote mediático quando, na passada segunda-feira, nos deparámos com várias notícias sobre Cuba, todas com o mesmo título: «Damas de Branco impedidas de protestar em Havana».

Ou seja, aqueles que ocultaram um debate com mais de uma centena de pessoas e com o representante do Estado cubano em Portugal, são os mesmo que optam por dar eco a uma «notícia» que nos «informa» de uma «manifestação» de seis – sim Seis! – mulheres cubanas.

 Mas se isto bastaria para provar que não estamos perante uma notícia mas sim uma campanha difamatória, a leitura das notícias clarifica ainda mais o seu carácter manipulador e enganoso.

Em primeiro lugar porque afinal as «Damas de Branco» se manifestaram – as próprias afirmam que «aguentámos 7 horas» e as fotos das agências internacionais que lá estiveram a cobrir livremente o «evento» comprovam-no.

Em segundo lugar porque o tal impedimento – que o não foi – foi nem mais nem menos que uma manifestação de cerca de uma centena de cidadãos cubanos – tão cidadãos como as tais seis senhoras – que expressaram exactamente da mesma forma, ou seja na rua, o seu desacordo com as razões da dita «manifestação».

Rapidamente foram transformados pela imprensa em «apoiantes castristas» e em «agentes de segurança do regime».

Do que as notícias não falam é do real objectivo da encenação destas seis senhoras e das agências de desinformação internacionais: esconder que no passado domingo, num país onde o voto é facultativo, 8 205 994 cubanos (94,69% dos eleitores) foram às urnas escolher os 12 mil 986 delegados às assembleias municipais do poder popular; que num país onde o voto é secreto, 91% dos votos recolhidos foram considerados válidos; que o Partido Comunista não concorre às eleições e que é o povo que escolhe os candidatos em assembleias de bairro e que nessa «terrível ditadura» terá que haver uma segunda volta na próxima semana em vários círculos porque, pasme-se, os eleitores optaram por não dar a alguns candidatos a maioria dos votos.

domingo, 2 de maio de 2010

Os factos e a doutrina

No mesmo dia em que publica este relevante e espaçoso título na sua primeira página , o Público dedica-se, em editorial, a assinalar que (sublinhados meus) «Esta semana, num artigo no qual estabelecia as diferenças entre a situação económica e financeira de Portugal e da Grécia, a revista The Economist assinalava que uma das vantagens nacionais era precisamente a maior predisposição dos seus cidadãos para aceitarem programas de austeridade» mas que «a julgar pelos discursos de ontem no 1º de Maio, os sindicatos parecem não ouvir os apelos à ponderação.»

Dir-se-á que são azares de paginação ou de actualidade que levam a estes contrastes entre um título de primeira página e um editorial mas «penso eu de que» da ideologia e dos interesses dominantes a tratarem da sua vida.

De facto, não será por acaso ou por azar dos Távoras que o editorial em causa acusa os sindicatos de não ouvirem os ditos apelos à «ponderação» (melhor dizendo, à rendição) mas não se lembrou de exigir nada de semelhante aos senhores referidos na primeira página ou de apelar ao governo que realize uma nova «ponderação» das gravosas medidas que tem em preparação e em marcha contra os trabalhadores e mais vastos sectores da sociedade portuguesa.


Vítor Dias no o tempo das cerejas*

sábado, 1 de maio de 2010

Viva o 1.º de Maio!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Hoje há Avante!

DESTAQUES:

Memória, projecto e luta
Comemorar o 25 de Abril, 36 anos passados sobre o dia libertador em que o fascismo foi derrubado pelo Movimento das Forças Armadas, e o 1.º de Maio, cujo 120.º aniversário se vai celebrar no próximo sábado, tem, desta vez, um significado mais profundo e mais actual. Trata-se, de facto, não apenas do festejo de uma data que junta muitos milhares de portugueses unidos pela memória vivida ou pela memória transmitida por gerações, mas que os une num projecto e na luta pela concretização de aspirações populares, das mais justas e solidárias.  
É tempo de mudar
«É tempo de mudar, com a luta de quem trabalha», é o lema da CGTP-Intersindical Nacional para este 1.º de Maio, que vai ser comemorado em todo o País, em dezenas de localidades. Em Lisboa, a manifestação parte às 14.30 do Martim Moniz para a Alameda D. Afonso Henriques.  
contra a privatização
Os eleitos do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa apresentaram uma moção contra a privatização da TAP e ANA.
ao património público
O PCP vai opor-se com todas as suas forças às privatizações que o Governo quer levar a cabo no quadro do PEC.
promove três concursos
A Juventude Comunista Portuguêsa está a promover três concursos (literário, musical e de artes visuais), no quadro do seu 9.º Congresso.
Exemplo de vida e de luta
O funeral de Sofia Ferreira, na passada sexta-feira, foi uma sentida homenagem dos comunistas portugueses a uma dedicada e firme militante e dirigente do Partido Comunista Português.
Gregos resistem ao capital
A greve de 48 horas convocada pela Frente Militante de Trabalhadores, nos dias 21 e 22 de Abril, foi uma etapa cumprida com êxito pelos trabalhadores gregos na sua luta contra a ofensiva do governo e do grande capital.
Professores e funcionários ameaçados de despedimento
Centenas de milhares de professores e funcionários dos vários graus de ensino nos EUA estão a receber ameaças de despedimento. Em todos os distritos do país, avoluma-se o receio de dispensas em massa.

 
RESISTIR POR UM MUNDO MELHOR